Provável baixa de Cavani não desanima o Uruguai, confiante em seu maior goleador

Suárez disputou 102 jogos com a camisa do Uruguai e marcou 53 gols (Cavani tem 45 gols em 105 partidas)

por Agência Estado

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Campinas, SP, 06 - Existe um motivo para o técnico Óscar Tabárez não demonstrar nenhum desânimo com a provável ausência de Edinson Cavani na partida deste sábado entre Uruguai e França, pelas quartas de final da Copa do Mundo da Rússia: Luis Suárez. Se a França aposta na juventude e na velocidade de Mbappé para ficar entre os quatro melhores do mundo, a Celeste Olímpica acredita no ‘corazón’ do experiente atacante de 31 anos, exímio finalizador, maior artilheiro que o país sul-americano já teve.

Suárez disputou 102 jogos com a camisa do Uruguai e marcou 53 gols (Cavani tem 45 gols em 105 partidas). Os dois nasceram em Salto, interior do país, mas ‘Luisito’ começou sua carreira no Nacional de Montevidéu, enquanto o amigo marcou os primeiros gols pelo Danúbio.

O atacante é experiente e tem uma coleção de apelidos que hoje em dia parte da sociedade considera politicamente incorreto - pistoleiro, matador, sanguinário. Depois do Nacional, jogou no Groningen e no Ajax, na Holanda, no Liverpool, na Inglaterra, até ser comprado pelo Barcelona, onde joga ao lado de Lionel Messi.

O controverso atacante tem história para contar em Copas do Mundo. Primeiro, em 2010, nas quartas de final da Copa do Mundo da África do Sul, literalmente espalmou o que seria o gol da vitória de Gana sobre sua seleção. Expulso, viu da entrada do túnel dos vestiários a batida da penalidade explodir no travessão. Depois, ainda assistiu seu país se classificar para as semifinais do Mundial.

Em 2014, na Copa do Mundo do Brasil, talvez o seu maior deslize. Sua seleção vencia a Itália na Arena das Dunas, em Natal, quando ele mordeu o zagueiro italiano Chiellini e foi suspenso pela Fifa. Bronca? Não com Tabárez, não com o povo uruguaio, que abraça seus ídolos.

Ainda durante o Mundial realizado em solo brasileiro, o treinador, seus companheiros e até o ex-presidente José Mujica o defenderam. "Não o escolhemos para ser filósofo, nem para mecânico, nem para que tenha bons modos; é um excelente jogador e ponto final", disse o mandatário do país na época.

No começo do Mundial da Rússia, Tabárez falou sobre o episódio. "O que aconteceu no Brasil é parte da realidade e influenciou em seu amadurecimento. E fora do campo, em seu aspecto familiar e pessoal, também. Ele se concentrou para o Mundial. Creio que responde ao que penso de Luis, que além de ser um grande jogador, é muito inteligente", disse o técnico.

E é nesse futebol de inteligência tática, de entrega e dedicação de Luis Suárez e do Uruguai que fazem com que a partida desta sexta-feira não tenha favoritos.

 
 
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