Copa do Mundo: Livro comprova que seleção brasileira é a ‘Fênix da Bola’

A editora DSOP relança versão atualizada do livro sobre a Seleção Brasileira

por Agência Futebol Interior

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Campinas, SP, 11 (AFI) - Algumas coisas não saem da cabeça dos brasileiros, e uma delas é a derrota na Copa do Mundo de 2014. A explicação sobre esse momento pode ser encontrada no livro Deuses da Bola – Mais de 100 Anos da Seleção Brasileira: “O clima não estava bom. E na semifinal, diante da Alemanha, o Brasil expôs todas as fragilidades táticas e psicológicas ao ser derrotado por 7x1, placar que simbolizou um novo marco no futebol brasileiro e passou a ser utilizado pela população como um termo comum para descrever momentos críticos”.

O trecho está inserido na obra, que foi relançada pela Editora DSOP no último dia 21 de maio, na livraria Martins Fontes da Avenida Paulista, e contou com a presença do artilheiro são paulino e ex-jogador da Seleção, Serginho Chulapa. Na verdade, pode-se considerar o país a ‘Fênix da Bola’, ou seja, sempre que passou por períodos de crise, logo na sequência levantou-se para mostrar sua real capacidade nos campos. Segundo os autores, exemplos não faltam.

A editora DSOP relança versão atualizada do livro sobre a Seleção Brasileira
A editora DSOP relança versão atualizada do livro sobre a Seleção Brasileira
“Desde a primeira Copa no Brasil, em 1950, quando ocorreu o vexame do 'Maracanazo', temos observado a capacidade do país de se superar. Duas Copas depois, o Brasil foi pela primeira vez campeão mundial e, logo na sequência, bicampeão, encantando o mundo com o balé de Pelé, Garrincha e companhia”, conta Eugenio Goussinsky, coautor do livro. Seu parceiro na empreitada de contar essa história, João Carlos Assumpção, complementa: “Essa foi a primeira volta por cima, mas outra marcante foi na Copa de 1966, quando a atuação foi considerada um vexame histórico, e o time terminou a competição no 11º lugar, segunda pior participação do país no mais importante torneio de futebol do planeta. Mas, logo na sequência, veio a Seleção que encantou o mundo”.

O autor se refere à Seleção canarinho de 1970, ano do tricampeonato, a qual tinha craques como Pelé, Tostão, Rivellino, Gérson e Jairzinho, e que foi eleita pela revista World Soccer a melhor equipe de futebol de todos os tempos. Pode ser dado ainda mais um exemplo de superação: houve a esquecível seleção dirigida por Sebastião Lazaroni na Copa do Mundo de 1990, na Itália, quando o país foi eliminado pela Argentina nas oitavas de final por 1 a 0; e, logo na sequência, mais uma grande conquista, com a equipe comandada por Romário e Dunga garantindo o tetra.

SOBRE O LIVRO
A obra apresenta uma coletânea raríssima dos momentos mais marcantes dentro e fora de campo, com foco no “caso de amor” entre a Seleção e o povo brasileiro. Uma viagem no tempo e um registro para se ter à mão, ainda mais neste ano de Copa do Mundo, quase como um amuleto. A riqueza de informações e curiosidades reunidas no livro é tão grande que, ao passar por cada uma das páginas, a sensação é de estar lendo um romance ou um livro de contos cheio de personagens e aventuras, não uma história real.

Ao mesmo tempo, entretanto, a precisão do resgate histórico é garantida pela ampla e cuidadosa pesquisa realizada pelos autores para a concepção da obra. A narrativa vai do primeiro jogo do time, em 1914, até a era atual do futebol, a do “business”, e a recente vitória inédita nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro-2016 e classificação para a Copa de 2018, passando por momentos emblemáticos, como a derrota no Mundial de 1950, a conquista do tri no México em 1970 e o chute para fora de Roberto Baggio na conquista do tetra em 1994, contando também um pouco da História do país.

Fala ainda do surgimento de “deuses” como Garrincha, Pelé e Zico, que marcaram época e contribuíram para mudar a imagem do esporte brasileiro no exterior, e dos mais recentes craques, como Romário, Ronaldo e Neymar.

SOBRE OS AUTORES
Eugenio Goussinsky é jornalista e escritor premiado. Publicou cinco livros, dois deles de contos e crônicas. Repórter especial do site R7, da Rede Record, tem a coluna “Nosso Mundo”, especializada em política internacional e outros temas em geral. Foi repórter do Jornal do Brasil e de O Estado de S. Paulo, porta-voz do Consulado de Israel na capital paulista e assessor de imprensa da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo.

João Carlos Assumpção é jornalista e documentarista. Cobriu seis Copas do Mundo e quatro Olimpíadas in loco. Colunista do diário Lance!, foi repórter da Folha de S.Paulo, correspondente do jornal em Nova York e chefe de redação e reportagem do SporTV em São Paulo. É codiretor do longa-metragem Sobre futebol e barreiras, filmado durante a Copa de 2010 em Israel/Palestina.

 
 
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