No 1º treino na Rússia, Higuaín fica no time reserva e deve ser banco na estreia

Nesta segunda-feira, os times atuaram com 10 jogadores e Messi era o curinga

por Agência Estado

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São Paulo, SP, 12 - O técnico Jorge Sampaoli evitou ensaios táticos ou jogadas preparadas no treinamento aberto ao público, em Bronnitsy. Mesmo em uma atividade recreativa, realizada em campo reduzido, Lionel Messi foi a principal referência da equipe.

Ou melhor, das equipes. Nesta segunda-feira, os times atuaram com 10 jogadores e Messi era o curinga. Ora jogava com o colete amarelo, ora atuava com os colete laranja. Sua função era sempre armar os ataques e testar o sistema de defesa adversário. A comissão técnica argentina já havia feito isso em um treino antes da partida diante do Haiti, no último amistoso antes da viagem para a Rússia.

Em outra parte do trabalho, Messi conduziu o treino ao lado de Mascherano, Biglia e Agüero. Foi o dia dos capitães. A prática é comum nas partidas de rúgbi, esporte bastante popular na Argentina, antes dos grandes duelos. Os quatro foram técnicos de verdade, dividiram os atletas em quatro grupos de cinco e orientaram exercícios de finalização e fundamentos.

O treino efetivo de Jorge Sampaoli aconteceu horas antes, no período da manhã, longe do público e da imprensa. Foi nessa atividade que ele voltou a apostar em Sergio Agüero como referência no ataque, deixando Gonzalo Higuaín no banco de reservas. Parece ser esta a principal definição para a estreia diante da Islândia, neste sábado.

No 1º treino na Rússia, Higuaín fica no time reserva e deve ser banco na estreia
No 1º treino na Rússia, Higuaín fica no time reserva e deve ser banco na estreia
Na lateral direita, Eduardo Salvio, mais ofensivo, deve ser a opção no lugar de Gabriel Mercado. Jorge Sampaoli espera uma Islândia retraída, preparada para os contra-ataques. Por isso, quer ter alternativas para atacar principalmente pelos lados do campo.

Atividades abertas do time são raras com o treinador. Ele decidiu abrir os portões apenas para seguir a determinação da Fifa, que obriga as seleções a realizarem um treino aberto durante a Copa do Mundo. Jorge Sampaoli decidiu fazê-lo logo de cara para não comprometer a preparação nas próximas partidas.

No final do trabalho, os jogadores deram autógrafos para uma pequena multidão que se formou ao lado da arquibancada. Messi novamente foi o centro das atenções. A torcida, composta em sua maioria por russos que moram na região, gritou o nome do craque, mas timidamente. Ele foi paciente e acenou para todos. Foi uma espécie de reencontro. A última vez que Messi sentiu o carinho do público foi exatamente na vitória por 4 a 0 sobre o Haiti, em Buenos Aires.

 
 
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