Em Moscou, 'clima de Copa' chega primeiro com os colombianos

Na Praça Vermelha, por exemplo, a Copa do Mundo já começou pelo menos para os turistas

por Agência Estado

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São Paulo, SP, 07 - Aos poucos, a capital da Rússia vai ficando cada vez mais colorida. No lugar das tracionais roupas com cores sóbrias, diferentes tonalidades chamam a atenção apenas em um passeio pelos principais pontos turísticos de Moscou.

Na Praça Vermelha, por exemplo, a Copa do Mundo já começou pelo menos para os turistas. No local, já pode-se ver centenas de pessoas caminhando com camisas das seleções que a partir da semana que vem começam a lutar pelo título - ou até de quem não conseguiu se classificar, já que dois italianos com a camisa da Azurra circulavam pelo local na tarde de ontem.

Se dentro de campo a bola ainda não rolou, fora dele a festa já começou pelo menos para quatro colombianos, que andavam descontraidamente entre os sisudos russos, todos com as camisas amarelas oficiais da seleção colombiana.

"Somos sul-americanos! Sim, senhor, somos simpáticos. Todos nós, do nosso continente, somos assim... brasileiros, argentinos, colombianos...", disse, às gargalhadas, Diego Rodriguez, único dos quatro que vive em Moscou, mas que ainda não consegue falar o idioma russo corretamente.

"Sou professor de espanhol para estrangeiros aqui... moro há quatro anos em Moscou e ainda não falo russo, mas um dia eu consigo", disse ele, que na Colômbia morava em Bogotá, assim como seu pai e seus dois amigos, que vieram ao país para assistir aos jogos da seleção do técnico José Pékerman.

Em Moscou, 'clima de Copa' chega primeiro com os colombianos
Em Moscou, 'clima de Copa' chega primeiro com os colombianos
Diego afirma que "não é que os russos sejam chatos", mas, para ele, o povo sul-americano é mais gentil, "de primeira". "Aqui na Rússia, primeiro você precisa ter a confiança do russo, aí sim, depois, ele vai ser seu amigo, vai rir e se descontrair com você. Nós sul-americanos não. Nos damos bem de primeira. Veja a gente conversando e todo mundo olhando com cara de espanto", brincou o colombiano durante a conversa com a reportagem do Estado, próximo à uma das entradas do Kremlin, a sede do governo do país em Moscou.

"Temos confiança de que vamos conseguir passar para a segunda fase do Mundial", disse o aposentado Jaime Rodriguez, pai de Diego e torcedor fanático do Independiente Santa Fé, clube que revelou o zagueiro Yerri Mina, hoje no Barcelona, mas que passou antes pelo Palmeiras.

"O jogo mais difícil será contra a Polônia do Levandowski. Fora esse, acho que podemos ganhar os outros", disse Jaime, que gosta muito do futebol do atacante Miguel Borja, artilheiro palmeirense na temporada. "Ele tem o faro do gol. Vai acabar sendo titular. Vi que os brasileiros não estavam com muita paciência com ele, mas agora melhoraram. Ele é incrível, jogava muito no Nacional de Medellín", afirmou.

Oscar Carillo e Oscar Barella, amigos de Diego e que acompanharam Jaime na viagem de Bogotá até Moscou, também estão confiantes. "Vamos atropelar Japão e Senegal", afirmou Carillo. Barella foi além e disse que a equipe colombiana é uma das melhores da história do país e que existe grande expectativa em relação aos resultados. "Com certeza chegaremos às quartas de final", sentenciou.

 
 
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