Antigo reduto da segregação racial entra no clima do Mundial

por Agência Futebol Interior

Campinas, SP, 08 (AFI) - A seleção da Alemanha realizou o seu primeiro treino em território sul-africano no “township” – subúrbio de Pretória. O local, em 2008, foi palco de ataques xenofóbicos. Na ocasião, dois estrangeiros foram mortos, dezenas de feridos, casas e lojas queimadas e depredadas. O ato violento chocou a África do Sul livre da segregação racial, Apartheid.

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A Copa do Mundo trouxe novos ares para o país. O estádio de Atterdveville abriu os portões para receber a seleção da Alemanha. A presença dos alemães movimentou os arredores do estádio. Na última segunda-feira, à tarde, turistas caminhavam felizes pelas ruas, não havia separação entre brancos e negros e tampou o medo pairava sobre o local. Além da satisfação de receber a delegação da Alemanha, o moradores do subúrbio encontraram um meio de lucrar uma “graninha” extra.

As moradias simples se transformaram em estacionamentos improvisados. Uma moradora sul-africana contou que está orgulhosa com os visitantes e é bom ver os alemães treinando na cidade. Segundo os sul-africanos, os alemães pagam 25 rands (R$ 6) e 20 rands (R$ 5) para estacionar o carro na calçada.

Serial Killers
A maioria dos turistas não imaginavam que Atteridville, além de ser palco de surtos de xenofobia, é também a maior produtora de “serial killers” (assassinos em série) da esfera global. Os de maior ascensão do país sul-africano nasceram ou iniciaram carreira no subúrbio. Entre os mais citados, o caso de Moses Sithole, autor de 84 crimes e 1995, entre estupros, homicídios e roubos. Sthole foi condenado a 2.410 anos de prisão.

Os jogadores da Alemanha enaltecem a possibilidade de caminhar sem medo pelas ruas de Atteridville e creditam isso a Copa do Mundo. Agora, em vez de Sithole, o subúrbio só fala em Lahm, Cacau, Schweunsteiger. E isso, graças ao futebol.

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