Técnicas de EUA e Holanda superam homens e decidem o Mundial Feminino

Embora o torneio seja de mulheres, os homens ainda são maioria no comando das equipes

por Agência Estado

Campinas, SP, 05 - O Mundial Feminino chega ao fim neste domingo, com o duelo entre Estados Unidos e Holanda, tendo como um dos destaques as técnicas das duas seleções. Embora o torneio seja de mulheres, os homens ainda são maioria no comando das equipes. Por isso, o feito da britânica (que comanda os EUA) Jill Ellis e da holandesa Sarina Wiegman se torna ainda maior, já que apenas nove das 24 seleções foram comandadas por mulheres no Mundial.

Além das duas finalistas, também foram comandadas por mulheres as seleções da França, Itália, Alemanha, África do Sul, Escócia, Japão e Tailândia. Dos nove, cinco times avançaram para as quartas de final. A única vez que duas seleções chegaram na decisão tendo ambas mulheres no comando foi em 2003, quando Alemanha e Suécia decidiram a competição. Desde então, sempre uma mulher esteve na decisão.

Técnicas de EUA e Holanda superam homens e decidem o Mundial Feminino
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Ellis é britânica, mas foi morar nos Estados Unidos na década de 80 justamente para jogar futebol. Após pendurar as chuteiras, trabalhou nas divisões de base do futebol norte-americano, se tornou assistente do time principal e, em 2014, assumiu o comando da seleção. No ano seguinte, conquistou o Mundial e se mantém no cargo deste então.

ENTENDE MUITO
Sarina Wiegman, por sua vez, defendeu a seleção holandesa entre o fim da década de 80 até o começo dos anos 2000. Após a aposentadoria, se aventurou como treinadora, conquistou alguns títulos na Holanda e se tornou assistente técnica da seleção holandesa em 2014. Permaneceu no cargo até 2017, quando assumiu o comando do time e, seis meses depois, conquistou a Eurocopa e se tornou uma referência em seu país.

Os Estados Unidos e a Holanda chegam na decisão com sentimentos bem distintos. As norte-americanas são favoritas pela tradição e campanha que fizeram. Dentre outros feitos, aplicaram a maior goleada da história do torneio - 13 a 0 sobre a Tailândia. Já as holandesas também apresentaram um excelente futebol, mas, embora fossem uma das potências europeias, não apareciam entre as favoritas para chegar na decisão.