Mundial Feminino: Trump parabeniza EUA pelo título e não menciona Rapinoe

Trump não fez menção à atacante Megan Rapinoe, que se tornou desafeto do republicano. Ele já tinha peitado o político

por Agência Estado

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deu os parabéns à seleção norte-americana pelo tetracampeonato do Mundial Feminino, conquistado de forma invicta neste domingo com o triunfo por 2 a 0 sobre a Holanda, em Lyon, na França.

"Parabéns ao time de futebol feminino dos EUA pela conquista do Mundial! Ótimo e emocionante jogo. A América está orgulhosa de todos vocês!", publicou o presidente em seu perfil oficial no Twitter, o qual usa com muita frequência.

Megan contra Trump
Megan contra Trump
Trump não fez menção à atacante Megan Rapinoe, que se tornou desafeto do republicano. Eleita a melhor jogadora do Mundial e dona do troféu Chuteira de Ouro, por ter sido a artilheira do torneio, com seis gols, a capitã da seleção norte-americana disse no final de junho que não iria à Casa Branca em caso de título por discordar da posição política do atual presidente.

"Em caso de vitória aqui, prefiro não ir por causa dos meus valores. Vou aconselhar minhas colegas a fazerem o mesmo", afirmou a jogadora na ocasião. Trump rebateu a declaração da atleta no dia seguinte, dizendo por meio de suas redes sociais que Rapinoe havia desrespeitado o país e deveria ter "orgulho da bandeira que está vestindo".

Rapinoe é homossexual e ativista pela causa LGBT. Em seus discursos, ela sempre defende direitos iguais entre homens e mulheres no esporte e não cantou o hino de seu país neste Mundial como forma de protesto. Segundo ela, o atual governo não está alinhado com a luta e o pensamento das atletas.

"Como uma homossexual norte-americana, sei o que significa olhar para a bandeira e não sentir que ela protege as suas liberdades", afirmou a jogadora em uma das coletivas de imprensa durante a Copa do Mundo. "Não seria certo ir lá e emprestar essa nossa plataforma para uma administração que não está lutando pelas coisas que nós lutamos", completou.

Outro destaque dos Estados Unidos, a atacante Alex Morgan, que também foi uma das artilheiras da competição, afirmou que a decisão de ir ou não à Casa Branca será tomada em conjunto, mas indicou que a visita é improvável. "Acho que houve muita conversa prematura sobre a Casa Branca e sobre Trump, mas acho que vocês sabem a resposta para a pergunta de qualquer maneira", disse.