Copa do Brasil: CBF e FPF repudiam agressão a árbitro de Caxias x Botafogo

O árbitro paulista Lucas Canetto Bellote foi agredido por um membro da comissão técnica grená

por Agência Estado

Rio de Janeiro, RJ, 06 - A agressão ao árbitro paulista Lucas Canetto Bellote por um membro da comissão técnica do Caxias-RS ao final do jogo contra o Botafogo-RJ, na noite de quarta-feira, em Caxias do Sul (RS), pela Copa do Brasil, foi repudiada pela CBF. Em nota oficial, a entidade lamentou o episódio, pediu mais respeito à arbitragem e destacou a necessidade de punição ao agressor.

"A Confederação Brasileira de Futebol repudia com veemência a covarde agressão sofrida pelo árbitro Lucas Canetto Bellote, ao final da partida entre Caxias e Botafogo, válida pela primeira rodada da Copa do Brasil 2020. Cenas lamentáveis como esta não fazem e não podem fazer parte do cenário do futebol brasileiro. A CBF defende o respeito aos árbitros, que são atores imprescindíveis à prática do futebol, e entende que o agressor deve ser punido de forma rigorosa", disse a entidade.

"A Federação Paulista de Futebol manifesta total repúdio e indignação pela covarde e repugnante agressão sofrida pelo árbitro Lucas Canetto Bellote, que integra o quadro paulista de arbitragem, após a partida entre Caxias-RS e Botafogo-RJ, pela Copa do Brasil. A FPF espera e pede que o agressor seja exemplarmente punido. Não toleramos atitudes retrógradas, selvagens, violentas, que causam repugnância a todos que defendem o jogo limpo e o respeito aos árbitros e as regras", escreveu a FPF.

O CASO
O Caxias-RS recebeu o Botafogo pela primeira fase da Copa do Brasil, precisando de uma vitória para avançar na competição nacional. A equipe lutou bastante, mas acabou ficando no empate por 1 a 1, que garantiu a vaga aos cariocas, que tinha a vantagem por ter melhor posição no ranking da CBF.

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução
Aos 43 minutos do primeiro tempo, o time gaúcho reclamou bastante de uma penalidade a seu favor não marcada pela arbitragem. Gilmar tentou cruzamento e a bola explodiu na mão do zagueiro alvinegro Marcelo Benevenuto. A penalidade àquela altura poderia colocar os donos da casa na frente no placar.

MANIFESTAÇÃO GRENÁ
Em suas redes sociais, o Caxias-RS tratou o lance como "sem explicação" e "inacreditável". E foi além: afirmou que o pênalti foi tão óbvio quanto "falar que pra ficar vivo tem que respirar".