Diretoria do Comercial prevê prejuízo caso A3 não acabe em junho

Dirigente falam em milagre para manter clube com portas abertas no cenário da pandemia

por Agência Futebol Interior

Ribeirão Preto, SP, 08 (AFI) - A pandemia atingiu em cheio os clubes que não possuem um calendário robusto e as cotas mais generosas das Séries A e B do Brasileiro e das elites estaduais. Caso do Comercial, que já sofreu os efeitos do coronavírus em 2020 e faz contas num cenário de indefinição sobre a volta do futebol em São Paulo.

Foto: Rafael Alves/ Comercial
Foto: Rafael Alves/ Comercial

GASTO INESPERADO

De acordo com o diretor José Lourenço, o clube segue com a previsão de terminar a competição em junho. Caso seja estendido, o gasto a mais não estava nas receita do clube irá gerar prejuízo.

"Por enquanto não tem prejuízo, existem os treinamentos, a alimentação, como se tivesse a competição. Mas a partir do momento que estender, aí vai ser um custo real. A gente realmente torce para que tudo melhore, o sistema de saúde, para que possamos voltar a fazer futebol", disse Zé Lourenço.

DIFICULDADE DENTRO DE CAMPO

Além do possíveis problemas fora das quatro linhas e dos problemas financeiros deixados pelas gestões anteriores, o clube também não vai bem dentro de campo. Está lutando há dois anos para sair da A3, em 2019 parou nas quartas de final e em 2020 bateu na trave ao perder a semi para o EC São Bernardo, que ficou com a vaga na Série A2.

ACABOU A PACIÊNCIA

Esses fatos aliados ao início irregular do time na atual temporada geraram protestos de torcedores.

"Fazer a gestão num clube de futebol é uma grande conquista, um aprendizado e ainda lidamos com paixão do torcedor. Nós também somos torcedores, mas não podemos usar a paixão, temos que usar mais a razão como dirigentes", completou.