Ruschel vê momento delicado na Chape e prevê time competitivo na temporada

Após início ruim, o time catarinense conseguiu crescer na reta final do Catarinense

por Agência Futebol Interior

Chapecó, SC, 23 (AFI) - Com o técnico Umberto Louzer, Alan Ruschel recebeu a braçadeira de capitão e hoje vem sendo um dos pilares da Chapecoense nessa reconstrução após o rebaixamento à Série B do Campeonato Brasileiro. Em meio à pandemia, o sobrevivente da tragédia com o avião da LaMia falou do momento financeiro do clube.

"É uma situação diferente. Problemas financeiros vão acontecer. O papel do capitão é de controlar os funcionários e os atletas para que possam entender a posição do clube para que não aconteça um desconforto. Quem veio, está ciente da situação do clube. Estou aqui para ajudar com esse suporte entre diretoria e atleta da melhor maneira possível", disse, antes de analisar o ambiente pós-queda.

Alan Ruschel falou sobre momento da Chapecoense. Foto: Márcio Cunha
Alan Ruschel falou sobre momento da Chapecoense. Foto: Márcio Cunha
"Ano passado eu saí no início do Brasileiro. Não vivi o momento de queda do clube. Sempre acompanhei, pois pertencia ao clube. Estava em uma outra situação, brigando por outra coisa pelo Goiás. Senti por amigos e por ser do clube. É normal oscilar nesse começo de reconstrução. Não esperávamos começar de um jeito tão ruim. Acredito que a equipe se encaixou. Quando a pessoa é mais experiente, a pressão vem. Que a gente possa mostrar um bom futebol dos últimos jogos", completou.

AVAÍ!
Ruschel ainda falou sobre o Avaí, adversário da Chapecoense nas quartas de final do Campeonato Catarinense e sobre a montagem do elenco.

"Tem uma mescla no clube com experiência e atletas jovens. O Avaí, acredito, está na mesma linha, claro que um pouco mais de jogadores rodados, mas os atletas que estão subindo aqui são de alto nível e, com certeza, vão dar conta do recado. Estamos bem preparados para enfrentar o Avaí da melhor maneira possível. Serão dois jogos equilibrados, acredito eu", concluiu.

Para finalizar, pediu concentração aos companheiros de equipe em jogos sem torcida. "Claro que com a arquibancada cheia a atmosfera do jogo se torna diferente, a concentração também é diferente. O que sempre pedimos aos jogadores é que com o estádio vazio o nível de concentração precisa estar lá em cima. Não podemos deixar a concentração cair, pois isso vai contar muito. O atleta é empurrado com a torcida, não é o caso nesses jogos agora. Temos que estar com o nível de concentração lá em cima", finalizou.