Pandemia frustra retorno do zagueiro Marinho aos gramados

Ex-atleta passou por Guarani e Ponte Preta

por ARIOVALDO IZAC - -

Ex-zagueiro Marinho
Ex-zagueiro Marinho

Quando decidiu parar de jogar futebol no Sport Barueri em 2010, o então zagueiro Mário Custódio Nazaré, o Marinho de Guarani, Ponte Preta, Grêmio e Corinthians, havia se desligado do meio, tanto que anos atrás ingressou no ramo hoteleiro, ao colocar em prática projeto social que visasse ajudar pessoas carentes em Campinas.

Aí, surpreendentemente, no início da temporada, optou por voltar a jogar aos 43 anos de idade.

Já treinava no Atlético Roraima pronto para o retorno quando o coronavírus 'congelou' competições, clubes foram fechados, e ele repensou posição tomada, migrando para auxiliar técnico da equipe principal e coordenador das categorias de base do clube.

GUARANI

Para torcedores dos clubes campineiros, restou saudade da passagem positiva dele inicialmente com a camisa do Guarani de 1997 a 1999, após ter sido revelado pela Portuguesa Santista.

Naquela temporada, o Guarani do então treinador Geninho havia sido goleado pelo Corinthians no Estádio do Morumbi por 8 a 2, e voltou a perder em Campinas, por 1 a 0, pelo Paulistão.

À época, revezavam-se na zaga central Sorlei e Leonardo, até que ao chegar no Estádio Brinco de Ouro Marinho foi absoluto.

Aí, quando Guarani e Corinthians duelaram pela terceira vez no ano, já pelo Campeonato Brasileiro, com Muricy Ramalho como treinador, Marinho estreou no empate por 2 a 2, num time formado por Hiran; Renato Paulista (Flávio), Marinho, Vaguinho e Rubens Júnior; Elson, Goiano (Gilson), Mineiro e Jean Carlo; Dinei e Ailton.

Por ter sido zagueiro capacitado ao desarme, tempo adequado para antecipação de jogadas, estatura de 1,85m de altura para se sobressair no jogo aéreo defensivo e bom passe para saída de bola da defesa, Marinho se encaixou no Grêmio (RS) de 2001, que conquistou a Copa do Brasil.

PONTE PRETA

Na sequência, após rápida passagem pelo futebol do Besiktas da Turquia, voltou a Campinas em 2002, mas na Ponte Preta, com direito a gol em dérbi, na vitória de sua equipe por 4 a 2, no Estádio Brinco de Ouro, com essa formação: Alexandre Negri; Luciano Baiano, Marinho, Rodrigo e Elivélton; Roberto, Mineiro, Caíco (Daniel) e Piá (Alex Oliveira); Lucas (Alex) e Basílio. Técnico: Oswaldo Alvares.

CORINTHIANS

No Corinthians, em 2005, foi campeão brasileiro, sem que reeditasse o costumeiro rendimento nas equipes subsequentes.