Luciano Baiano, de lateral-direito a treinador

Luciano Baiano, de lateral-direito a treinador

por ARIOVALDO IZAC - -

Quando se transferiu do União São João de Araras para o Guarani, em 1997, o então lateral-direito Luciano Baiano era tido como promessa com facilidade para conduzir a bola ao ataque rapidamente.

No Estádio Brinco de Ouro ele pautou pela instabilidade. Quando se depreendia que após apresentações convincentes fosse se deslanchar de vez, na sequência mostrava erros, principalmente na marcação, que resultavam em críticas.

Assim foi a trajetória dele no elenco bugrino, com epílogo na reserva, após chegada do saudoso treinador Oswaldo Alvarez, o Vadão, em substituição a Lula Pereira.

Naquela década Vadão adotava sistema defensivo com três zagueiros, um centralizado e os outros com ocupação de espaços mais próximos das beiradas de campo.

Os preferidos foram Sorlei, Marinho e Luís Cláudio, portanto diferentemente da postura do técnico antecessor, que montava a equipe no 4-4-2, basicamente com essa formação: Pitarelli; Luciano Baiano, Marinho, Sorlei e Rubens Cardoso; Elson, Ivanildo, Moreno e Mineiro; Dinei e Ailton.

Ao deixar o Guarani no final daquela temporada, o futebol de Luciano Baiano deslanchou no Sport Recife e Goiás, antes da chegada ao Flamengo em 2000.

PONTE PRETA

Dois anos depois registro à volta a Campinas, na rival Ponte Preta, com passagem que durou quatro anos e direito de salvar a sua equipe em dérbi disputado no Estádio Moisés Lucarelli, quando marcou o gol de empate por 2 a 2 no dia cinco de fevereiro de 2006, ocasião em que a formação do time pontepretano era esse: Jean; Luciano Baiano, Preto, Rafael Santos e Paulo Rodrigues; André Silva, Carlinhos, Elson e Danilo Sacramento; Almir e Luís Mário. Por coincidência, o treinador era Vadão.

Naquela temporada ele passou por susto na derrota da Ponte para o Corinthians por 3 a 2, em Campinas, ao sofrer pancada na cabeça. Levado de ambulância ao Hospital Casa de Saúde, ficou internado durante duas noites.

Após efêmera passagem pelo Joinville em 2007, transferiu-se ao Bahia, onde a carreira de atleta se estendeu até 2015.

TREINADOR

O ingresso na carreira de treinador deu-se no juvenil do Osvaldo Cruz, quando preferiu manter o nome de guerra, em vez daquele de registro de nascimento, que é Luciano Ferreira dos Santos, nascido em Valença (BA), em dezembro de 1976.

Consta ter revelado os atacantes Felippe Cardoso e Júnior Santos que passaram pela Ponte Preta. Em 2018 ele assumiu o profissional do Vocem de Assis (SP).