Farah, presidente do Guarani por dois meses

Farah, presidente do Guarani por dois meses

por ARIOVALDO IZAC - -

O último 17 de maio marcou o sexto ano da morte do empresário e desportista José Eduardo Farah, que presidiu a FPF (Federação Paulista de Futebol) de 1988 a 2003, quando revolucionou conceitos e implementou marketing esportivo em competições, reverberando favoravelmente aos clubes.

Farah foi bugrino que ia ao Estádio Brinco de Ouro de terno, e a primeira experiência como dirigente no clube ocorreu em 1967, quando de quinto vice-presidente assumiu a presidência.

Jaime Silva e Manoel Marques Paiva, principais na hierarquia da diretoria executiva, renunciaram aos cargos, demais vices recusaram assumir, e assim Farah completou o mandado durante os dois últimos meses.

Já na presidência da FPF, Farah entrou em rota de colisão com o Guarani, após críticas ásperas do então presidente bugrino José Luiz Lourencetti em 2001, irritado com arbitragem danosa contra o Palmeiras, na derrota por 2 a 1, no Brinco de Ouro.

'COME E BEBE DE GRAÇA'

Lourencetti lembrou que Farah havia participado da festa de aniversário de 90 anos do clube, na sede da Sociedade Hípica de Campinas.

“Ele vem aqui, come e bebe de graça, e ainda prejudica o clube em arbitragem”.

Acusação foi parar no TJD (Tribunal de Justiça Desportiva) da entidade, que aplicou multa de R$ 150 mil ao Guarani. Farah também fez questão de depositar R$ 160 em conta bancária do clube, correspondente ao valor do convite.

INOVAÇÕES NA FPF

Em 1995, Farah vendeu os direitos de exploração do Paulistão à empresa VR por R$ 45 milhões, e negociou transmissões de jogos com a Rede Gobo.

Também determinou numeração fixa nas camisas dos jogadores. Implantou parada técnica e spray para marcar posição da bola e barreira. Instalou placa eletrônica de tempo de acréscimo nas partidas, e jogos empatados sem gols eram decididos em cobranças de pênaltis.

Cada jogo passou a ter dez bola, houve incremento com gandulas femininas, foi lançado álbum de figurinhas e venda antecipada de ingressos.

Em 1998 ele criou o Disk-Marcelinho, que visava repatriar o jogador que não havia se adaptado ao Valência (ESP).

Ligações de torcedores dos quatro principais clubes paulistas foram feitas ao custo unitário de R$ 3, e o vencedor foi o Corinthians. Todavia, foram arrecadados apenas R$ 1,74 milhão, o que provocou renegociações com espanhois para redução dos R$ 15 milhões pedidos.