Djalminha, segundo melhor camisa dez do Guarani

Djalminha, segundo melhor camisa dez do Guarani

por ARIOVALDO IZAC - -

Outrora o camisa dez de um clube era o 'maestro', e certamente as duas maiores referência com passagens pelo Guarani foram Jorge Mendonça e Djaminha.

O meia Djalma Feitosa Dias tem sotaque de carioca, mas nasceu em Santos em 1970, período que o seu pai, Djalma Dias, integrava a zaga-central do time santista, para posteriormente passar pelo Botafogo (RJ).

E foi na base do Flamengo que Djalminha mostrava facilidade para tocar na bola com efeito, privilegiada visão de jogo e gols de faltas. E quando se presumia que fosse fazer carreira no clube, foi agredido pelo então atleta Renato Gaúcho durante um treinamento em 1993, fato que provocou manchete no Jornal dos Sport daquele Estado.

BETO ZINI

Coincidentemente Beto Zini, presidente do Guarani à época, estava na sede da CBF, no Rio de Janeiro, e ao ler a notícia, num final de tarde, avisou a família que permaneceria mais um dia por lá, pois tentaria trazê-lo por empréstimo para o elenco bugrino.

Jorge Helal, então presidente do Flamengo, não se opôs ao empréstimo desde que o passe não fosse fixado, mas Zini insistiu e o negócio foi feito com garantia de compra do passe pelo Guarani.

E a pedido de Djalminha, vieram para o Estádio Brinco de Ouro mais dois companheiros: volante Fábio Augusto e atacante Nélio.

Com passe comprado pelo Guarani, de repente Campinas ficou pequena para Djalminha, que acabou envolvido em vantajosa negociação com o Shimizu S-Pulse do Japão, na temporada seguinte.

Sem que se adaptasse no oriente, houve concorrência de Guarani, Flamengo e Vasco para repatriá-lo, com vantagem ao Guarani devido à pendência da última parcela do negócio com os japoneses.

CORPO DE BOMBEIROS

Assim, no regresso a Campinas em 1995, Djalminha desfilou em carro do Corpo de Bombeiros, com direito a grito de guerra dos bugrinos à época: 'Não é mole não; agora é Djalminha, Amoroso e Luizão'.

Ao brilhar em mais uma temporada no Guarani, teve desentendimento com o saudoso treinador Oswaldo Alvarez, que optou por deixar o clube.

Na sequência, Djalminha foi negociado com a Parmalat, então co-gestora do Palmeiras, e seguiu com contratos milionários em La Coruña (ESP), Áustria Viena e América (MEX).

Ele seria nome certo na Seleção Brasileira à Copa do Mundo de 2002, mas foi cortado pelo treinador Luiz Felipe Scolari, o Felipão, ao agredir seu treinador Javier Irureta com cabeçada, do La Coruña.