Cassação de liminar da Ponte em 1988 evitou que o Guarani provocasse WO em dérbi

Cassação de liminar da Ponte em 1988 evitou que o Guarani provocasse WO em dérbi

por ARIOVALDO IZAC - -

Mil novencentos e oitenta e oito foi ano sem dérbi campineiro pelo Paulistão.

Ponte Preta e Bandeirantes de Birigui haviam sido rebaixados na competição do ano anterior, mas, inconformados, buscaram pretexto para virada de mesa.

Até conseguiram liminar na Justiça comum, que garantiu o ingresso naquele campeonato, mas os clubes não admitiram que os rebaixados voltassem à competição pelas portas dos fundos.

Promoveram boicote nos jogos de Ponte e Birigui, que cumpriram rotina de concentrações, viagens, entradas em campo, sem que o adversários estivessem presentes.

A saudosa torcedora pontepretana Maria Conceição Rodrigues acompanhava o pontapé inicial. Depois, a juizada dava as partidas por encerradas.

E quando a Justiça obrigou clubes boicotadores a entrarem em campo para os jogos, o Guarani foi a Birigui e ganhou do Bandeirantes por 1 a 0, enquanto a Ponte só jogou contra o Corinthians, no Estádio do Canindé, além do confronto direto contra o Bandeirates, quando o goleou por 5 a 1, em Campinas.

RENATO MORUNGABA

Renato Morungaba (foto)

foi ponta-de-lança com raízes bugrinas, revelado pelo clube na década de 70.

Quis o destino que, já em final de carreira, após recuperação em clínica fisioterápica de Campinas, assinasse contrato com a Ponte Preta, entrasse no segundo tempo do dérbi de 1994, e marcasse o gol de empate por 2 a 2.

Guarani jogou com Pitarelli; Gustavo, Ronaldo, Fernando e Valmir; Adilson, Fábio Augusto, Djalminha e Robert (Alex); Tiba (Da Silva) e Clóvis.

Formação da Ponte: Brigatti; Marques, Pedro Luiz, Edson Mariano e Branco; Sidney (Renato), Júlio César, Guará e Esquerdinha; Mauricinho e Arnaldo Lopes.

Observação: Alex, diagnosticado posteriormente com problemas cardíacos, foi proibido de prosseguir na carreira. Todavia, no esforço feito para empurrar carro, visando pegar no 'tranco', teve mal-estar que desencadeou a morte.

BARRINHA

Em agosto de 1979 a Ponte iniciou período de tabu que se prolongou durante cinco anos. E naquela vitória por 1 a 0 o gol foi anotado por Barrinha, ponteiro-direito marcado na história dos pontepretanos exclusivamente naquela tarde, no Estádio Moisés Lucarelli. Depois ele sucumbiu.

Ponte da época: Carlos; Toninho Oliveira, Eugênio, Nenê e Odirlei; Wanderlei, Marco Aurélio e Humberto; Barrinha (Édson), Osvaldo e João Paulo.

Guarani: Neneca; Mauro, Gomes, Edson e Miranda; Zé Carlos (Marinho), Renato e Zenon; Capitão, Careca e Vicente (Miltão).