Sóter, ex-bugrino assassinado em 1986

Sóter, ex-bugrino assassinado em 1986

por ARIOVALDO IZAC - -

A morte brutal do jogador Daniel - vinculado ao São Bento - em outubro passado, remete a outros casos de atletas de futebol assassinados.

E maio, o então lateral-esquerdo Cleber Honorato morreu ao ser atingido com canivete, quando tentava apartar briga em rodeio na cidade de Jaboticabal.

Vinculado ao Batatais, Cleber, de 23 anos, passou por Ponte Preta, Paulista e XV de Piracicaba.

Em setembro de 1986, aos 29 anos de idade, o lateral-direito Luiz Sóter da Silva foi assassinado por porteiro do hotel em que estava hospedado na cidade de Dourado (MS).

GUARANI

Sóter teve relação direta com o Guarani no período de cinco meses, a partir da estreia em seis de maio de 1982, na vitória sobre o Santos por 2 a 1, pelo Torneio dos Campeões, no Estádio Brinco de Ouro.

Time da época? Sidmar; Sóter, Darci, Júlio César e Almeida; Éderson, Henrique (Paulo Sérgio) e João Luís; Lúcio, Marcelo e Banana.

Formação extremamente reformulada em relação àquela que protagonizou o maior público no Estádio Brinco de Ouro, de 52.002 pagantes, na derrota para o Flamengo por 3 a 2, dia 15 de abril daquele ano: Wendell; Rubens, Jaime, Edson e Almeida; Éderson, Jorge Mendonça e Banana; Lúcio, Careca e Zezé (Henrique).

Sóter chegou ao Guarani recomendado por aceitáveis atuações pelo São José em 1981, quando avançava com qualidade e não comprometia na marcação, ocasião em que o time joseense, formado por medalhões, era esse: Ivan; Sóter, Darci, Beto Fuscão e Ricardo; Gerson Andreotti, Tata e Alexandre Bueno; Edinho, Tião Marino e Nenê.

Todavia, o futebol de Sóter havia sucumbido em razão do desmanche da equipe, pautado por instabilidade naquele Campeonato Paulista.

Inicialmente Sóter perdeu posição para o improvisado volante Toninho Catarina. Depois viu o lateral Otávio ser efetivado na posição.

ATLÉTICO PARANAENSE

Claro que Sóter saiu magoado do Guarani, no empréstimo ao Atlético Paranaense. Aí, quando recuperou confiança e o futebol recomendável, mandou dois recados à coletividade bugrina.

“A equipe estava decaindo, e eu não tinha vocação para salvador”.

E quando o Atlético Paranaense eliminou o São Paulo nas quartas-de-final do Campeonato Brasileiro, aproveitou a segunda mensagem para desabafar: “Não existe lateral-direito melhor que eu no futebol paulista”.

 
 
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