Lauro, história marcada por dois gols de cabeça

Lauro, história marcada por dois gols de cabeça

por ARIOVALDO IZAC - -

Colombiano René Higuita e paraguaio Jose Luiz Chivalert mostraram ao mundo que goleiros também podem marcar gols em cobranças de faltas e pênaltis.

O ex-goleiro são-paulino Rogério Ceni se inspirou neles e é recordista de gols de goleiros com 137.

Nos anos 70, ajudado pelo vento, o goleiro Ubirajara, do Flamengo, marcou gol em cobrança de tiro de meta na vitória por 2 a 0 sobre o Madureira.

Ano passado, em jogo do Campeonato Sul-Africano, o goleiro Oscarine Masuluke marcou gol de bicicleta aos 50 minutos do segundo tempo, na vitória do Orlando Pirate sobre o Baroko.

É praxe goleiros se aventurarem na área adversária na tentativa de cabeceio, nos minutos derradeiros de uma partida.

Pois nesse expediente os ex-goleiros Hiran e Lauro marcaram dois gols de cabeça.

Hiran marcou no empate do Guarani diante do Palmeiras por 3 a 3 em 1997, pelo Campeonato Paulista; e repetiu posteriormente quando defendia o São Caetano, em jogo contra o Juventus.

A singularidade de Lauro foi ter marcado dois gols de cabeça contra o Flamengo.

PONTE EM 2003

Primeiro pela Ponte Preta em 2003, quando testou no primeiro pau após cobrança de escanteio do meia Vaguinho, pelo Campeonato Brasileiro, aos 52 minutos do segundo tempo: 1 a 1.

Dez anos depois, outro 1 a 1 quando atuava pela Portuguesa, aos 47 minutos do segundo tempo.

Revelado pelo Radium de Mococa em 1999, dois anos depois Lauro Júnior Batista da Cruz, 1,93m de altura, chegou à Ponte Preta, inicialmente como reserva de Alexandre Negri.

Coincidência ou não, após duas derrotas consecutivas da Ponte em dérbis campineiros na temporada de 2003, Lauro foi titular no terceiro confronto, historicamente marcado pelos três gols do argentino Gigena, que deu vitória ao seu time sobre o Guarani por 3 a 1, com esta formação: Lauro; Marquinhos, Gabriel, Gerson e Alan (Luiz Carlos); Roberto, Piá (Ricardo Conceição), Waguinho (Ângelo) e Nenê; Jean e Gigena. O treinador era Abel Braga.

DISPENSA

Lauro foi goleiro de regularidade na passagem pela Ponte Preta até 2005. Todavia, após andança em grandes clubes, retornou a Campinas em 2012, vinculado ao Inter (RS) e emprestado.

Atuações irregulares precipitaram dispensa da Ponte e voltou ao clube colorado na condição de quarto goleiro. Por isso foi repassado à Portuguesa. A carreira se alongou até 2016 no Atlético Mineiro, dez anos depois da passagem pelo Cruzeiro.

Lauro ainda jogou no Joinville, Chapecoense, Ceará, Bragantino, Lajeadense.

 
 
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