Saudoso Mococa foi dispensado nos juvenis de Ponte e Guarani

Saudoso Mococa foi dispensado nos juvenis de Ponte e Guarani

por ARIOVALDO IZAC - -

A morte do então volante Mococa do Palmeiras, no dia oito passado, vítima de atropelamento em rodovia, nos remete à discussão de jogadores bem-sucedidos que se perdem no alcoolismo após encerramento da carreira, que não são poucos.

Comparativo indispensável, também, é sobre a safra de bons jogadores revelados nos anos 70 em relação aos chamados ‘meia colher’ formados nos últimos anos.

Acreditem: Mococa havia feito confissão a um veículo de comunicação de São Paulo que participou de treinos para avaliação nos juvenis de Ponte Preta e Guarani, mas acabou dispensado.

Nem por isso técnicos avaliadores da época devem ser contestados. É que surgiam inúmeros jogadores de qualidade, havia uma seleção natural, e aqueles aprovados integravam posteriormente as equipes principais dos clubes campineiros.

GODÊ

Se Mococa não serviu para Guarani e Ponte Preta, não escapou do olho clínico de Clarindo Constantino, o Godê, à época trabalhando como treinador na base do Palmeiras, que tratou de integrar o volante à categoria juvenil do clube em 1975.

Na época, garoto da base nem sempre tinha ‘alicerce’ para se manter longe da família. Após um mês no Palmeiras, Mococa fugiu da concentração e voltou à sua cidade.

Aí, Godê foi atrás dele e conseguiu convencê-lo a retornar, com projeção que seria um novo Dudu (Olegário Tolói de Oliveira) no Palmeiras.

Esse mesmo Godê esteve ligado ao Guarani no final dos anos 50 e quase toda década de 60, quando trabalhou na base e assumindo interinamente a equipe principal em várias ocasiões.

Gilmar Justino Dias, o Mococa, que havia completado 60 anos de idade em março passado, teve lugar cativo no Palmeiras de 1978 a 1980, período em que o saudoso treinador do clube Telê Santana trabalhava incessantemente evolução de jogador mediano.

MOCOCA X FALCÃO

Assim foi feito com Mococa, que melhorou consideravelmente a capacidade de desarme e passe, contudo jamais caberia comparação ao volante Falcão, do Inter (RS), como fez conotação - folcloricamente ou não - o extinto Jornal da Tarde, quando exagerou no título de abertura de seu caderno de Esportes: Mococa x Falcão?

Naquele período Mococa já tinha fama de boêmio, e por isso foi advertido pelo abuso da cervejinha. Todavia, o hábito de encostar em balcão de bar ficou descontrolado quando parou de jogar no Radium de Mococa, em 1987.

 
 
" />