Tite, história de atleta interrompida aos 28 anos de idade

Tite, história de atleta interrompida aos 28 anos de idade

por ARIOVALDO IZAC - -

Quando completar 57 anos de idade neste 25 de maio, o gaúcho Adenor Leonardo Bachi, identificado no mundo do futebol apenas como Tite, de certo fará reflexão de sua história no ramo.

Se em 1989, aos 28 anos de idade, sofreu o duro golpe ao afastar-se da carreira de atleta, por causa de lesões irreversíveis no joelho; hoje é recompensado com a identificação de técnico mais qualificado do país, e, por consequência, com direito de comandar a Seleção Brasileira na Copa do Mundo da Rússia.

Natural de Caxias do Sul, interior do Rio Grande do Sul, Tite jogou no time daquela cidade entre 1978 a 1985. Na Portuguesa, ano seguinte, integrou aquela equipe lusa vice-campeão paulista.

Logo, projetou salto maior na carreira na transferência ao Guarani em 1986, ao colocar em prática o estilo guerreiro para desarme, além de passar a bola corretamente.

À época, o Guarani capengava no Campeonato Paulista, o treinador Lori Sandri acabou demitido após derrota por 2 a 0 para o Comercial (RP), e o saudoso Paulo Leão - então treinador dos juniores – foi o substituto interinamente por oito partidas.

Com Paulo Leão como treinador, Tite estreou no time bugrino ao entrar no segundo tempo na vitória sobre a Ferroviária por 1 a 0, em Campinas, dia três de agosto, num time formado por Sérgio Neri; Giba, Alceu, Zé Mário e Almir; Vanderlei, Barbieri e Neto; Chiquinho Carioca (Tite), Evair (Gersinho) e João Paulo.

Em partidas subsequentes, Leão reforçou a marcação na cabeça da área e optou por dois volantes, com Vanderlei e Tite

GAINETE

Com a chegada do gaúcho Carlos Gainete como treinador bugrino, bastou a escalação de um volante - caso de Tite - para que o time ficasse balanceado. Todavia, vitimado por contusões no joelho, deu lugar a Tosin, recém-saído do ‘estaleiro’.

O drama de Tite com o joelho foi se agravando e se arrastou até 1989, quando, no Guarani, encerrou a carreira, mas já com diploma da faculdade de educação física para posterior ingresso na função de preparador.

Foi além: na brecha para se arriscar na função de treinador se deu bem no interior gaúcho, e se consolidou a partir do Grêmio.

Consta de seu currículo até passagem pelos Emirados Árabes, mas nada se compara à trajetória vitoriosa no Corinthians de 2010 a 2013, com os inéditos títulos de Libertadores e Mundial de Clubes.

Por fim, a trajetória vitoriosa na Seleção Brasileira, dando crença ao time outrora desacreditado sob o comando de seu antecessor Dunga.