Brasileiro revela curiosidade na Bielo-Rússia: 'Torcida tem medo de ir a estádio'

Inclusive a liga nacional adiou partidas que seriam realizadas na última segunda-feira após casos suspeitos de coronavírus

por Agência Estado

Campinas, SP, 12 - A Bielo-Rússia é o único país da Europa a não ter interrompido a liga local durante a pandemia do novo coronavírus, mas isso não significa que tudo continua normal no futebol do país. Quem testemunha essa transformação é o meia brasileiro Lipe Veloso, do Torpedo Zhodino. Ele tem visto estádios vazios, torcedores temerosos e uma tensão constante com o aumento dos casos.

"As pessoas não estão saindo de casa para ir aos jogos, por mais que os portões estejam abertos e a vida esteja normal. As pessoas não têm ido ao estádio. Do campo dá até para contar quantas pessoas têm", comentou o jogador em entrevista ao Betway. Lipe, de 23 anos, chegou ao futebol local em abril após ser emprestado pelo FC Lviv, da Ucrânia.

Lipe Veloso revela curiosidade na Bielo-Rússia: 'Torcida tem medo de ir a estádio'
Lipe Veloso revela curiosidade na Bielo-Rússia: 'Torcida tem medo de ir a estádio'
Inclusive a liga da Bielo-Rússia adiou partidas que seriam realizadas na última segunda-feira após casos suspeitos de coronavírus em jogadores de times: o FC Minsk, da primeira divisão, e o Arsenal Dzerzhinsk, da segunda. Em março, a decisão de não parar o futebol veio do próprio presidente do país, Alexander Lukashenko, que disse na ocasião que a doença seria curada com sauna, vodca e trabalhos com o trator.

TEMOR
O temor do público com as aglomerações causadas pelo futebol motivou um protesto recente da torcida do Dínamo Brest, um dos clubes mais populares do país. Para compensar a ausência nos estádios, os torcedores deixaram nos assentos manequins para fazer com que os jogadores não se sentissem tão isolados dentro de campo.

Lipe desembarcou na Bielo-Rússia em abril e apesar do campeonato não ter sido paralisado, foi necessário tomar cumprir alguns cuidados impostos pelo clube. "Um fato curioso e engraçado foi quando cheguei. Fui direto para uma quarentena e fiquei 10 dias em um apartamento em que só se podia ver o doutor do clube. Ele ia lá levar comida e medir temperatura", contou.