Série C: Paysandu pedirá anulação do jogo contra o Náutico

Presidente bicolor, Ricardo Gluck Paul revelou que formalizará o pedido junto ao STJD

por Agência Futebol Interior

Rio de Janeiro, RJ, 10 (AFI) - O Paysandu recorrerá ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) para pedir a anulação da partida disputada contra o Náutico no último domingo, pela rodada de volta das quartas de final da Série C do Campeonato Brasileiro, nos Aflitos. Na partida, o árbitro marcou um pênalt a favor do Timbu, em decisão muito contestada pelos bicolores, aos 49 minutos do segundo tempo, quando o Papão vencei por 2 a 1. Jean Carlos converteu a cobrança e levou a disputa para as penalidades, que terminaram com a vitória e o acesso alvirrubro.

.“A primeira medida foi inverter a viagem que faria de volta à Belém e vim direto ao Rio de Janeiro, onde passei o dia de hoje segunda-feira) com uma pauta focada com escritórios e especialistas nessa área para que a gente possa dar entrar com pedido de impugnação da partida, apoiado na legislação do campeonato”, afirmou o Ricardo Gluck Paul, presidente do Paysandu, em entrevista ao canal Fox Sport.

“Temos um prazo de 48 horas desse pedido de impugnação e nós faremos o pedido certamente terça-feira. E nós esperamos que o STJD seja coerente e aceite a impugnação para que haja um julgamento que seja capaz de reverter essa verdadeira injustiça que aconteceu nos Aflitos”, completou.

Foto: Jorge Luiz / Paysandu
Foto: Jorge Luiz / Paysandu
'ERRO DE DIREITO'
Árbitro da partida, Leandro Vuaden marcou o pênalti a ver a bola tocar o braço do bicolor Anderson Uchôa após Caíque Oliveira tirar de cabeça. Os dois jogadores estavam muito próximos no lance e o toque de Uchoa foi conseqüência da ação do companheiro. Segundo Gluck Paul, a marcação foi um erro de direito.

“O ponto principal foi o erro de direito que aconteceu no jogo. O pênalti foi marcado faltando 40 segundos para acabar o jogo. Um pênalti marcado na bacia das almas, porque injustamente foi marcado 5 minutos de acréscimos, num segundo tempo que teve dois gols e nenhuma expulsão. Nada que justificasse 5 minutos de acréscimo. Num lance onde o árbitro está no máximo a um metro do evento que originou o pênalti, E um pênalti esdrúxulo difícil de marcar. A gente não sabe nem o que ele quis marcar. Bola na mão? Qual foi a justificava?”, questionou o mandatário.

“Quando se tem dois companheiros do mesmo time atuando numa situação dessa, quando a bola vai na direção do companheiro, não há infração. Isso é uma questão de princípio de arbitragem. Nesse ponto, no que vamos nos apoiar para anular a partida, é que não houve um erro de fato. Um erro de fato é quando há o direito de interpretação, quando um jogador estava com o pé na linha, houve a intenção ou não houve, a carga foi suficiente para derrubar o adversário. Nesse caso não há o que interpretar. É um caso absolutamente absurdo”, concluiu.