Árbitro de Náutico x Paysandu é declarado 'persona non grata' por vereadores de Belém

Vereadores aprovaram requerimento articulado por Toré Lima (PRB), que acusou Leandro Vuaden de errar propositalmente

por Agência Futebol Interior

Belém, PA, 16 (AFI) - A Câmara Municipal de Belém aprovou nesta segunda-feira um requerimento para dar ao árbitro Leandro Vuaden o título de 'persona non grata', ainda que de maneira simbólica. A iniciativa partiu do vereador Toré Neto (PRB) e contou com o apoio de outros colegas. Tudo isso em razão de uma decisão polêmica de Vuaden no jogo de volta das quartas de final da Série C, em que o Paysandu foi derrotado pelo Náutico e perdeu o acesso à Série B.

A reclamação do Paysandu é sobre um pênalti marcado a favor do Náutico aos 49 minutos do segundo tempo, quando a equipe de Belém vencia por 2 a 1. Vuaden viu a bola tocar a mão de Uchôa dentro da área e marcou pênalti, decisão que revoltou os bicolores. Jean Carlos converteu a cobrança e a decisão foi para disputa de penalidades, vencida pelo Náutico.

ACUSAÇÕES
O vereador Toré Neto fez acusações sérias ao se referir ao pênalti marcado por como um “grave erro proposital”. Ele também diz que a imprensa esportiva, “sem exceção”, considerou a marcação um “roubo”, além de citar os R$ 8 milhões que estavam em jogo pelo acesso.

"Pior ainda é que sabemos que nosso Estado sobre constante discriminação, por ser da Região Norte, e os clubes não querem fazer constantes viagens por acharem desgastante vir pro Norte. Somos maior que tudo isso. O Pará precisa se unir para acabar com esses roubos, mal caratismo desse tipo de profissional", diz um trecho do texto.

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

"Eu tenho visto no dia-a-dia a indignação dos torcedores do Pará, em especial do Paysandu, com esse árbitro. Se a população de tudo o que é lugar não começar a combater esse tipo de falcatrua, esse juiz vai acabar sendo árbitro de VAR (árbitro de vídeo). O objetivo é que isso não aconteça. Eu tenho certeza absoluta que foi de má fé. Ele estava há três metros do lance", afirma o vereador.

ANULAÇÃO
Indignado com o pênalti, o Paysandu pediu a anulação do jogo e conseguiu um julgamento, marcado para sexta-feira, no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) . O pedido foi acatado na última sexta-feira e determinou a não homologação do resultado da partida. A entidade, no entanto, optou por não paralisar a Terceira Divisão nacional, tanto que o Náutico jogou a semifinal normalmente no último domingo e perdeu por 2 a 1 para o Juventude.

O Paysandu, que usa a anulação do duelo entre Aparecidense e Ponte Preta, na Copa do Brasil deste ano, e duas partidas anuladas pela Fifa como exemplo, entende que a marcação do árbitro Leandro Pedro Vuaden configura erro de direito, de maneira que fere o Art. 259, parágrafo 1º do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD).