Paraná 2 x 0 Guarani - Algoz acaba com invencibilidade do Bugre

por Agência Futebol Interior

Curitiba, PR, 20 – O Paraná comprovou sua fama de algoz do Guarani e praticamente eliminou suas chances de rebaixamento no Campeonato Brasileiro da Série B. Com um futebol eficiente, o time paranaense superou o Bugre, por 2 a 0, na noite desta terça-feira, no Estádio Durival de Britto, em Curitiba, pela 31.ª rodada.O resultado encerra uma invencibilidade de cinco jogos do clube de Campinas, sendo quatro vitórias e um empate. A última

derrota havia sido contra o Vasco, por 1 a 0, no dia 19 de setembro, pela 25.ª rodada. Apesar disso, segue na vice-liderança, com 59 pontos. Agora, quatro a menos que o líder Vasco.

Por outro lado, o Paraná passa a ser o único time a vencer o Guarani nos dois turnos. Em Campinas havia vencido por 2 a 1. Essa aliás foi a primeira derrota alviverde na Série B, após 11 jogos. A vitória deixa a equipe paranaense na décima posição, com 42 pontos.

Apagão bugrino! com maior posse de bola, embora não tenha chegado com perigo. Bastou, no entanto, o primeiro ataque do Paraná, para o cenário d
O início da partida deixou a impressão de que o Guarani até poderia sair de campo, pelo menos, com o empate. O time começou o jogo mudar. Aos 12 minutos, o meia Rafinha recebeu lançamento na área e ajeitou de peito para o atacante Marcelo Toscano. Sem marcação, o

jogador pegou um belo chute de primeira e acertou o canto direito do goleiro Douglas. Após o gol, o time da casa assumiu as rédeas da partida e passou a criar uma chance atrás da outra.

O segundo gol poderia ter saída já aos 22 minutos, não fosse uma excelente intervenção de Douglas. Marcelo Toscano acertou um forte chute, da entrada da área, o goleiro desviou e a bola explodiu no travessão. Aos 30, o Tricolor chegou de novo. Rafinha recebeu passe do ala-esquerdo Fabinho e finalizou de primeira. O arqueiro salvou com os pés desta vez. Mesmo com a vantagem no placar, quem continuou a pressionar foram os donos da casa. Após perder outra grande oportunidade

com o zagueiro Montoya, aos 36, o time de Roberto Cavalo finalmente ampliou aos 45. Davi fez bela jogada pelo lado direito e cruzou rasteiro. O volante Nunes tentou cortar e jogou contra o próprio gol.

Bugre melhora, mas...
Na segunda etapa, o técnico Vadão precisou fazer uma modificação para mudar a postura do Bugre. Ele sacou Nunes, que não estava bem, e colocou o meia Harison. Com mais um jogador de criação para ajudar Walter Minhoca, o time alviverde adiantou sua marcação e assumiu o controle do jogo.

O Paraná sentiu o crescimento bugrino e acabou fazendo o que seu torcedor mais temias: recuou em demasia. Mesmo com muito espaço para jogar, a equipe campineira não conseguiu levar grande perigo à meta de Zé Carlos. Para piorar, os paranaenses se reecontraram em campo a partir dos 15 minutos e diminuíram a pressão.

Conforme o tempo passou, o jogo ficou aberto, principalmente porque Vadão abriu o time colocando o atacante Nei Paraíba na vaga do volante Cléber Goiano. Os dois times tiveram boas chances de marcar. A melhor do Bugre aconteceu aps 40. Ricardo Xavier eixou Nei Paraíba na cara do gol, mas o "cabeludo" cabeceou errado.

Próximos Jogos
No próximo sábado, às 16h10, o Paraná tem a dura missão de enfrentar o São Caetano, no Estádio Anacleto Campanella, em São Caetano do Sul. Enquanto isso, o Guarani joga contra o ABC, no mesmo dia e horário, no Estádio Brinco de Ouro, em Campinas.

Ficha Técnica

Paraná 2 x 0 Guarani


Local: Estádio Durival de Britto, em Curitiba–PR
Árbitro: Pablo dos Santos Alves-RJ
Público: 3.422 pagantes
Renda: R$ 48.325,00
Cartões Amarelos: Luiz Camargo, Marcelo Toscano, Davi, Luiz Henrique e Zé Carlos (Paraná); Maranhão, Dão e Eduardo (Guarani)
Gols: Marcelo Toscano aos 12'/1T, Nunes, contra, aos 45'/1T (Paraná)

Paraná
Zé Carlos; Luiz Henrique, Leandro e Montoya; Murilo, Luiz Camargo (Elton), João Paulo, Davi (Rai), Rafinha e Fabinho; Marcelo Toscano. Técnico: Roberto Cavalo.

Guarani
Douglas; Maranhão, Bruno Aguiar, Dão e Eduardo; Cléber Goiano (Nei Paraíba), Nunes (Harison), Léo Mineiro e Walter Minhoca; Dairo (Neto Potiguar) e Ricardo Xavier.
Técnico: Vadão.