Médico da CBF revela protocolos para Brasileirão e nega torcida sem vacina

Jorge Pagura esclareceu várias situações visando o início do Brasileirão

por Agência Futebol Interior

Campinas, SP, 23 (AFI) - Jorge Pagura, presidente da Comissão Médica da CBF e coordenador do “Guia Médico para o retorno das atividades do futebol brasileiro”, não vê possibilidade de abrir os portões dos estádios para torcedores durante a pandemia do novo coronavírus. Sendo assim, o Campeonato Brasileiro deve fechar o ano sem aquele calor da torcida.

"Só depois da vacinação. Não vejo possibilidade antes disso. É uma doença muito nova. Vamos ter o barulho do silêncio. Retorno precisa ser com responsabilidade", disse o doutor ao programa 'Jogo em casa', da Grupo Globo.

Ele ainda revelou algumas medidas que serão realizadas em meio à pandemia, como mudança no sistema de doping, e sobre a logística enfrentada pelo clube neste novo calendário do futebol nacional.

Jorge Pagura
Jorge Pagura
"Todos vão ser testados e terão que preencher inquérito epidemiológico. Se existir qualquer dúvida no questionário, ele bloqueia e o médico terá que entrar em contato conosco para reavaliar a situação. Temos uma logística montada pelo hospital Albert Einstein. Teste a cada 72h com resultado que sai entre 24h e 8h antes da partida. Você tem uma condição melhor de controle", falou Pagura, que completou.

"Temos que obedecer as normas e tomar certos cuidados. Hoje andar de avião não está entre as situações com risco grande. Mas esperamos que se comportem dentro das medidas protetivas. Entrar antes no veículo, se comportar dentro das medidas protetivas. O ideal era não sentar uma pessoa no banco do meio, mas não temos como evitar", concluiu.

Sobre o doping: "Nós vamos diminuir o número de atletas. Evitar aglomeração no sorteio. Será feito antes. Invés de dois atletas por time, será um. Todos vão estar protegidos", completou.

PARALISAÇÃO?
Ele também não garantiu que aconteça algo semelhante ao que houve com o Campeonato Catarinense, que precisou ser paralisado após surto dentro da Chapecoense.

"Não tem como garantir. Não se previne 100%. Trabalha-se com seriedade para chegar perto disso. A tendência é que a pandemia caia. Vamos depender da prevalência da doença Importante é a segurança. Isso não tem preço, mas tem limites. Estamos avaliando muito bem e escolhendo a estrutura mais adequada", finalizou.