Vasco 0 x 1 Guarani - Na única chance de gol, vitória justa

por Agência Futebol Interior

Rio de Janeiro, RJ, 3 (AFI) – O Guarani mostrou muita aplicação na marcação e eficiência na finalização, por isso mesmo mereceu vencer o Vasco da Gama, por 1 a 0, nesta quinta-feira à noite, no Estádio de São Januário, no Rio de Janeiro. E o gol da vitória saiu aos 48 minutos do segundo tempo, com o atacante Roger, artilheiro do time, com cinco gols, e também do Brasileirão.

Depois de fechada a sexta rodada, o Guarani subiu para a sétima posição, com nove pontos, deixando o Vasco da Gama na vice-lanterna, com apenas cinco pontos. Ao término do jogo os vascaínos foram vaiados por sua torcida, que até exageram no coro de “Ao, ão, ão...Segunda Divisão...”.

Na frente, mas sem força
O time cruzmaltino começou o jogo dando pinta de que iria, desde o início, buscar o gol na base da pressão. Mas encontrou um adversário bem posicionado na defesa, forte na marcação com dois zagueiros e três volantes bem na frente da defesa, protegendo tanto os defensores como os laterais.

As duas melhores chances vascaínas saíram de lançamentos de Phellipe Coutinho, o “menino prodígio de São Januário”, que já está negociado com a Internazionalle de Milão-ITA. Aos seis minutos, na intermediária, ele lançou em diagonal a Elton, que invadiu a área nas costas dos zagueiros. MS o goleiro Douglas saiu dividindo firme.

O outro lance foi parecido, mas originou-se do lado direito após uma saída de bola errada do próprio Guarani. Coutinho dominou a bola e lançou para Élton, que dividiu forte com Douglas. O choque foi tão violento que os dois jogadores ficaram caídos no chão. E o atacante levou a pior, sendo substituído por Dodô, aos 38 minutos.

Em seguida, o Guarani, que tinha bom domínio em campo, teve sua chance. Mazola fez o passe para Baiano, entre a lateral-esquerda e o meio da defesa. Mas o volante, desequilibrado, bateu para fora.

Tô mal, tô bem...
Ao término do primeiro tempo, as vaias dos torcedores demonstravam a insatisfação pelo pobre futebol vascaíno. O técnico Celso Roth também não escondeu seu mau-humor, negando entrevistas à Imprensa.

“Não jogamos bem e,por sorte, não sofremos o gol. Temos que mudar”, explicou, mais calmo, na volta para o segundo tempo.

Do outro lado, Vágner Mancini estava contente pelo espírito de luta do Guarani e até considerava o resultado injusto.

“Jogamos bem, mas precisamos chegar na frente com mais determinação para finalizar”, observou.

Chances de cabeça
O Vasco voltou mudado no segundo tempo. Rafael Carioca passou a atuar como terceiro zagueiro, dando liberdade para os avanças dos alas, tanto Élder Granja, pela direita, como Ernani, pela esquerda.

Aos três minutos, Dodô insistiu pelo lado direito e a bola sobrou para o chute de Coutinho e a cabeçada, na pequena área, de Jefferson, para cima do gol. UM lance incrível.

O Guarani também teve duas chances de cabeça. Uma com Roger, aos seis, quando a bola passou perto da trave. A outra com Renan, que entrou nas costas da defesa, preocupada com Roger, e sozinho cabeceou para fora. Outro lance incrível!

Mudanças de dois lados
Celso Roth ainda tentou dar mais agressividade ao Vasco com as entradas dos meias Fumagalli e Léo Gago, respectivamente, nos lugares do sonolento Jefferson e do pesadão Souza. Mas as trocas não deram resultado.

Do lado bugrino, Wagner Mancini, que tem pecado pelas alterações erradas, foi feliz na noite desta quinta-feira. Começando pela entrada de Moreno no lugar do apagado Preto. Moreno deixou o Guarani mais rápido e valorizando o toque de bola, ficando claro que tem que ser titular do time. E, depois, deu sorte ao colocar Fabinho nos minutos finais no lugar de Mazola. Fabinho iria ser decisivo no gol de Roger.

Ainda assim, o Vasco chegou a ter chance de abrir o marcador aos 42 minutos, depois de um estourão de Cesinha que acabou nos pés de Phellipe Coutinho. Ele desceu em velocidade, invadiu a área, mas na conclusão mandou para fora.

O castigo veio aos 48 minutos, portanto, nos acréscimos. Fabinho, pelo lado esquerdo, fez o levantamento para o outro lado. Cesinha não cortou de cabeça e Roger ajeitou no pé e bateu leve, desviando de Fernando Prass. Até então, o Guarani não tinha acertado o penúltimo passe. Dessa vez deu certo. Tudo estava liquidado. Azar do Vasco.

Últimos jogos
No final de semana, os dois times participam da sétima rodada, a última antes da paralisação por causa da Copa do Mundo. O Vasco da Gama vai enfrentar, domingo, às 16 horas, na Vila Belmiro, o Santos que empatou sem gols com o Cruzeiro, no Mineirão.

O Guarani vai receber, no Brinco de Ouro, em Campinas, a partir das 18h30, o Grêmio Prudente, que venceu em casa, por 1 a 0, o lanterna Atlético-GO.

Ficha Técnica

Vasco da Gama 0 x 1 Guarani

Local: Estádio de São Januário, no Rio de Janeiro (RJ).
Renda: R$ 90.800,00
Público: 6.002 pagantes (7.828 total)
Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro (Fifa/MG)
Cartões amarelos: Márcio Careca e Mazola (Guarani). Ernani e Nilton (Vasco)
Gol: Roger, aos 48’/2T(Guarani)

Vasco da Gama
Fernando Prass; Élder Granja, Dedé, Cesinha e Ernani; Nilton, Souza (Léo Gago), Rafael Carioca e Jefferson (Fumagalli); Phellipe Coutinho e Élton (Dodô).
Técnico: Celso Roth

Guarani
Douglas; Da Silva, Fabão, Aílson e Márcio Careca; Renan, Maycon, Baiano (Mário Lúcio) e Preto (Moreno); Mazola (Fabinho) e Roger.
Técnico: Vágner Mancini