Opinião Alberto César: Sócrates continua fazendo gols!

por Alberto César Iralah

Campinas, SP, 23 (AfI) - Sócrates, este brasileiro de nome e de coração, é uma dessas pessoas que você gosta cada vez mais, na medida em que vai tendo um contato maior! Ídolo, de praticamente toda nação corintiana, Sócrates sempre se notabilizou pela cultura que tem, acumulada nos milhares de títulos de livros que já leu.

Sua inteligência e companhia excessivamente agradável me levaram a tomar alguns “refrigerantes a mais” na cobertura do hotel Windsor Guanabara, no Rio de Janeiro, por ocasião do Expedition 2010, promovida pela Agis distribuição, empresa do ramo da Tecnologia da Informação. Quantas histórias eu ouvi, sempre salpicadas com comentários e sacadas que ilustram qualquer fato ou “causo”.

Carinho de sempre
O Doutor distribui muitos autógrafos. Ainda que esteja em lugares mais reservados, quem o vê faz a maior propaganda e aí, eles vêm chegando, um atrás do outro. Mesmo estando muito tempo nessa estrada ele me confidenciou que atende aos fãs com o mesmo carinho do começo de carreira. E mais, diz que aprende muito, quando olha nos olhos das pessoas que recebem o autógrafo.

Sócrates fala sobre qualquer assunto de forma profunda. Cita, invariavelmente, textos de autores de livros, inerentes ao assunto e enriquece toda conversa. No papo com Sócrates o tempo passa mais rápido e você nem sente. Este prazer e esta oportunidade de estar ao lado dele nesses eventos da Agis pelo Brasil me mostraram um Sócrates ainda maior que aquele que chutou muita bola e encantou milhões de pessoas.

Suas palestras falam de “vitórias e derrotas” e são acompanhadas no telão dos inúmeros lances da fatídica partida da copa de 82 entre Brasil e Itália, no Sarriá, quando a seleção perdeu por 3 a 2 e deixou todo o país pasmado e a se perguntar: Como pode uma seleção de tantos craques perder assim? Pois é. Pode! E Sócrates, com rara felicidade, conta essa história traçando paralelos com a nossa vida cotidiana.

Motivos reais para chorar
Chorei a derrota do Brasil em 82. Hoje, como sempre, o tempo se incumbiu de me mostrar que derrotas acontecem, não só no futebol, e normalmente nos apresentam crescimento. E há tantas outras coisas mais importantes que merecem nossas lágrimas, que perder na bola chega a ser irrelevante.

Sócrates enaltece este ponto, aliás, sua oratória se baseia nisso. No crescimento que advêm das derrotas. Será que se o Brasil tivesse vencido e não houvesse esse motivo para a palestra do doutor eu teria tido esse prazer de compartilhar com ele algumas horas, na cobertura de um hotel, num ambiente gostoso e regado a muito “refrigerante”? Não sei.

Só sei que valeu muito conhecer o Sócrates que não chuta mais bola, pelo menos profissionalmente! Mas continua marcando muitos gols!

Um abraço e boa sorte!