Luto! Morre lendário zagueiro companheiro de Sócrates no Botafogo-SP

Manoel, o Manelão, faleceu nesta terça-feira, aos 75 anos; ele fez parte do time do Pantera campeão em 1977

por Agência Futebol Interior

Ribeirão Preto, SP, 13 (AFI) - O futebol do interior paulista amanheceu triste nesta terça-feira. Morreu em Ribeirão Preto o ex-zagueiro Manoel, que fez sucesso na zaga do América-SP e principalmente do Botafogo-SP, onde jogou no melhor time do Pantera, campeão da Taça Cidade de São Paulo em 1977, equivalente ao primeiro do Campeonato Paulista.

O ex-jogador faleceu devido a complicações da doença de Alzheimer. Ele estava internado no Hospital das Clínicas desde a última segunda-feira, quando foi constatada uma infecção urinária e pneumonia.

Manoel marcou época no Botafogo-SP
Manoel marcou época no Botafogo-SP

Natural de Januária-MG e batizado Manoel de Oliveira Costa, o ex-zagueiro nasceu em 7 de janeiro de 1945 e tinha 75 anos. Com a marca registrada de sua grande barba, Manoel se notabilizou por sua virilidade e também pelo ótimo posicionamento dentro de campo

Além de atuar no América-SP e no Botafogo-SP, Manoel teve uma rápida passagem na década de 1970 pelo Operário-MS. Ele atuou na melhor equipe da história do Botafogo-SP, que contava com Aguilera, Wilson Campos, Ney Ross, Manoel e Mineiro; Mário, Lorico e Sócrates, Zé Mario, Arlindo e João Carlos Motoca. O técnico deste esquadrão era João Carlos Vieira.

Após encerrar a carreira, Manoel ainda continuou ligado ao futebol, atuando como professor de escolinhas de futebol em Ribeirão Preto, cidade que optou por residir após pendurar as chuteiras.

Em pé, da esquerda para a direita: Wilson Campos, Ney Ross, Manoel, Aguilera, Mineiro e Mario. Agachados: Zé Mário, Sócrates, Arlindo, Lorico e João Carlos Motoca. Foto:
Em pé, da esquerda para a direita: Wilson Campos, Ney Ross, Manoel, Aguilera, Mineiro e Mario. Agachados: Zé Mário, Sócrates, Arlindo, Lorico e João Carlos Motoca. Foto: "Come-Fogo", de Igor Ramos

PERDA

O presidente do Botafogo-SP, Gerson Engracia Garcia, lamentou a morte do ex-zagueiro e classificou a morte de Manoel, também conhecido como Manelão, como "uma perda irreparável" para a torcida do Pantera.

“Lamentamos profundamente a morte do Manelão, que sempre honrou a camisa botafoguense e participou da campanha do título de 1977. Um símbolo de raça que contagiava nossa torcida. É uma perda irreparável para a nossa nação. Prestamos os mais sinceros sentimentos e condolências à família”, disse o mandatário.