Luto! Morre professora atropelada por ex-lateral do Botafogo

Além de Maria Cristina, o acidente também causou a morte de Alexandre Silva de Lima, que morreu no local

por Agência Futebol Interior

Rio de Janeiro, RJ, 05 (AFI) - Morreu nesta terça-feira a professora Maria Cristina José Soares, uma das vítimas do atropelamento causado por Marcinho, ex-lateral do Botafogo. O quadro dela era estável até esta segunda-feira, mas se complicou e precisou ser entubada. Além dos ferimentos do acidente, ela foi diagnosticada com covid-19, assim que deu entrada no hospital.

A Polícia aguardava a recuperação de Maria Cristina para pegar seu depoimento a respeito do acidente. A investigação continua, mas apenas com declarações do jogador, do pai e sócio da empresa na qual o mini cooper, veículo abandonado pelo atleta logo após o incidente, e de testemunhas próximas do local, foram ouvidas.

Marcinho era o condutor do veículo que atropelou um casal
Marcinho era o condutor do veículo que atropelou um casal

Além de Maria Cristina, o acidente também causou a morte de Alexandre Silva de Lima, que morreu no local. Era professor e marido da outra vítima fatal.

O caso ocorreu no Recreio dos Bandeirantes, Zona Oeste do Rio de Janeiro. O jogador alega que estava em baixa velocidade, mas várias testemunharam deram depoimento ao contrário. A frente do carro ficou totalmente estragada, o que também deixa no ar a possibilidade de um impacto forte, causado após alta velocidade. A perícia vai conseguir determinar até a velocidade do carro.

O CASO!
Eles davam aulas no Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca, o Cefet, no Maracanã, na zona norte do Rio. O casal havia saído para lançar flores ao mar e estava voltando para casa quando atravessou a avenida Lúcio Costa, na altura do número 17.170, e foi atropelado por um Mini Cooper, dirigido por Marcinho, lateral-direito que até 31 de dezembro tinha contrato com o Botafogo.

O atleta fugiu e abandonou o carro na rua Hermes de Lima, também no Recreio. O veículo está registrado em nome de uma empresa de produtos hospitalares cujo sócio é Sergio Lemos de Oliveira, pai e empresário de Marcinho. Após ser localizado e submetido a perícia, o carro foi rebocado por um guincho da seguradora até a garagem da casa do pai de Marcinho - a partir daí a Polícia Civil passou a considerar o jogador suspeito.

Na segunda-feira, Marcinho e seu pai prestaram depoimento à Polícia Civil e o atleta admitiu que dirigia o veículo. Ele alegou que estava dirigindo em velocidade normal, a 60 km/h, que não havia consumido bebida alcoólica e que não prestou socorro porque teve medo de ser linchado. "Houve fuga, isso eu não vejo como sendo diferente. E isso tudo vai ser levado em consideração no inquérito policial. Houve uma situação grave, uma saída do local", disse, na segunda-feira, o delegado Alan Luxardo, da 42ª DP (Recreio dos Bandeirantes), responsável pela investigação.

Nesta terça-feira, três testemunhas ouvidas pela polícia afirmaram que Marcinho dirigia em alta velocidade e "costurava" entre os carros pela pista.