Ex-Botafogo, Marcinho estava em alta velocidade em acidente, diz laudo

A velocidade do veículo objeto do exame varia entre 86 km/h e 110 km/h

por Agência Futebol Interior

Rio de Janeiro, RJ, 11 (AFI) - A perícia enfim divulgou o laudo sobre a velocidade do veículo do ex-lateral do Botafogo Marcinho em acidente que culminou com a morte de um casal de professores, no Recreio, no dia 30 de dezembro. Segundo o documento, o jogador deu falso testemunho dobre o ocorrido. Ao delegado, afirmou que estava em velocidade permitida, ou seja, a 70km/hora.

"Utilizando o Modelo de Happer, com base na distância de projeção do pedestre, a velocidade do veículo objeto do exame varia entre 86 km/h e 110 km/h, como calculada e apresentada no laudo de exame do local do atropelamento", diz o laudo.

O delegado Alan Luxardo já havia falado que o jogador estava fora da velocidade permitida e revelou também que, apesar da mentira, o atleta continuará sendo indiciado por homicídio culposo, quando não há intenção de matar.

"O veículo é munido de sensores de velocidade. Quando ocorre uma desaceleração brusca por impacto, a unidade de controle eletrônico envia um sinal elétrico para o ignitor do gerador de gás, responsável por inflar a bolsa. O acionamento depende de quanto o veículo desacelera no impacto, e não da deformação. Como o corpo humano não possui massa suficiente capaz de desacelerar bruscamente o veículo, com o atropelamento, o dispositivo de airbag não é acionado."

CASAL!
Maria Cristina e Alexandre davam aulas no Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca, o Cefet, no Maracanã, na zona norte do Rio. O casal havia saído para lançar flores ao mar e estava voltando para casa quando atravessou a avenida Lúcio Costa, na altura do número 17.170, e foi atropelado pelo Mini Cooper dirigido por Marcinho. O atleta, que não foi identificado na hora, fugiu e abandonou o carro na rua Hermes de Lima, também no Recreio.

Marcinho tinha contrato com Botafogo até o dia 31 de dezembro
Marcinho tinha contrato com Botafogo até o dia 31 de dezembro

DEPOIMENTO!
O veículo está registrado em nome de uma empresa de produtos hospitalares cujo sócio é Sergio Lemos de Oliveira, pai e empresário de Marcinho. Após ser localizado e submetido a perícia, o carro foi rebocado por um guincho da seguradora até a garagem da casa do pai de Marcinho - a partir daí a Polícia Civil passou a considerar o jogador suspeito.

Na segunda-feira, Marcinho e seu pai prestaram depoimento à Polícia Civil e o atleta admitiu que dirigia o veículo. Marcinho alegou que estava trafegando em velocidade normal, a 60 km/h, que não havia consumido bebida alcoólica e que não prestou socorro porque teve medo de ser linchado.

Assim como mentiu sobre a velocidade do veículo, Marcinho pode também ter omitido outros fatos. O delegado chegou a indicar que não havia tempo hábil para o atleta pensar em linchamento, uma vez que não diminuiu ou sequer parou o automóvel após o acidente.