Morre Adílson I; Adilson II também jogou na Ponte nos anos 60

Por ironia do destino, exatamente há dois anos, num primeiro de maio, foi publicado neste espaço texto com revelação do gol de mão

por ARIOVALDO IZAC - -

Adílson foi revelado pela Ponte
Adílson foi revelado pela Ponte

Por ironia do destino, exatamente há dois anos, num primeiro de maio, foi publicado neste espaço texto com revelação do gol de mão marcado por Adílson Preguinho em dérbi de agosto de 1970, pelo Paulistão, no Estádio Brinco de Ouro, com empate por 2 a 2.

Guarani vencia por 2 a 1, gols do saudoso centroavante Vanderlei, enquanto Manfrini havia assinalado o gol da Ponte.

Aí, em bola cruzada de fundo de campo, com aglomeração de jogadores na área bugrina, Adílson Rodrigues empurrou a bola ao gol de Tobias com a mão, em lance validado pelo árbitro argentino Aldo Aníbal Oviedo, que ocorreu na meta dos portões principais do estádio.

Time da Ponte? Wilson; Nelsinho Baptista (Vicente), Samuel, Araújo (Nelson Oliveira) e Santos; Teodoro e Roberto Pinto; Alan Dicá, Manfrini e Adilson.

Esse Adílson em questão, que só ganhou o apelido de Preguinho quando parou de jogar, foi vítima de infarto fulminante e morreu na madrugada desta quinta-feira, aos 78 anos de idade, em Campinas.

À época, magrelo, veloz e hábil, foi um ponteiro-esquerdo que entortava laterais, chegava com facilidade ao fundo de campo e fazia precisos cruzamentos. Raramente entrava por dentro para finalizar.

CILINHO

Ainda naquele dérbi, o saudoso Cilinho, que dirigia a Ponte, já mostrava ousadia.

Havia 'sacado' o lateral-direito Nelsinho Baptista para colocar o ponta-direita Vicente. Depois trocou o quarto-zagueiro Araújo pelo centroavante Nelson Oliveira, para que o time ficasse mais ofensivo.

Revelado no juvenil da Ponte Preta, Adílson estreou na equipe principal em junho de 1966, na goleada por 3 a 0 sobre a Lusa, em amistoso no Estádio Moisés Lucarelli.

Á época, o time pontepretano foi esse: Piveti; Egídio, Celso, Beto Falsete e Geraldo Scotto; Celinho (Carbone) e Joaquinzinho: Walter Zum-zum, Capelosa, Rodrigues (Zé Carlos) e Adílson.

DOIS ADILSONS

Já em 1967, com dois Adílson no elenco, o ponteiro-esquerdo ficou caracterizado como Adílson I, enquanto o centroavante que chegada depois foi denominado como Adílson II, para reviver no profissional invejáveis tabelinhas que fazia com Dicá nos tempos de juvenil.

Na temporada seguinte, mesmo com equipe de medalhões, Adilson Preguinho continuou intocável na equipe.

Emprestado ao XV de Piracicaba, participou do jogo contra o Botafogo (SP), de confusão generalizada que resultou nas expulsões dos 22 jogadores.

Como o TJD da Federação optou pela anulação da partida, Adílson deixou de cumprir suspensão automática.

Ao retornar à Ponte Preta, em 1969, o Linense fez denúncia contra a Ponte Preta, com alegação de que o atleta havia atuado irregularmente.

Aí a Ponte garantiu acesso no quadrangular final da divisão de acesso em 1969, mas não pode comemorar no campo. Ficou na dependência do julgamento de recurso do Linense julgado no STJD da CBF, em que o ganho de causa foi ratificado.