Zé Ito, ex-meia do Guarani, morreu em 2005

Zé Ito, ex-meia do Guarani, morreu em 2005

por ARIOVALDO IZAC - -

Intrigantes são histórias de pessoas descobertas no mundo do futebol e fazem relativo sucesso. Aí, quando penduram as chuteiras, caem no ostracismo. E antes mesmo de atingir a velhice algumas morrem e torcedores de suas respectivas equipes sequer tomam conhecimento.

Fez parte deste contexto o meia-armador Zé Ito, que jogou no Guarani por quase metade da década de 70 e morreu em setembro de 2005, em Botucatu, a cidade natal.

Zé Ito foi mais um exemplo de jogadores que habilmente diretorias de Guarani e Ponte Preta buscavam no interior paulista, e em Campinas reafirmavam aquilo que deles se esperava.

Em 1971, quando o Guarani havia ‘repatriado’ o atacante Babá, do São Paulo, e lateral-direito Osvaldo Cunha, do Corinthians, Zé Ito fazia dupla de meio de campo com Dante, num time formado por Tobias; Osvaldo Cunha, Tininho, Amaral e Wilson Campos; Dante e Zé Ito; Carlinhos, Pitico, Babá e Caravetti.

Desse time, Tininho morreu vítima de infarto durante treino do Guarani na Praça de São Bernardo, enquanto Carlinhos foi brutalmente assassinado ao reagir a assalto a sua residência, no bairro São Quirino, em Campinas.

LENTO

Apesar de habilidoso e boa visão de jogo para trabalhar a bola e armação de jogadas, Zé Ito pecava pela lentidão. Por isso não conseguia se firmar como titular, e acabava improvisado em outras posições de ataque, principalmente a ponta-esquerda, sem que fosse ao fundo de campo.

Na estreia do Guarani em participações no Campeonato Brasileiro, no empate com Nacional por 1 a 1 em Manaus, em 1973, Zé Ito fez dupla de meio de campo com Flamarion, em time formado por Tobias; Wilson Campos, Amaral, Moacir e Bezerra; Flamarion e Zé Ito; Barnabé, Washington, Clayton e Paulo César.

Zé Ito perdeu espaço de vez no Guarani com a chegada ao Estádio Brinco de Ouro do catarinense Zenon, vindo do Avaí, que estreou - juntamente com o lateral-esquerdo e zagueiro Deodoro - diante do Santos, em janeiro de 1976.

Aí, foi transferido ao XV de Piracicaba, onde atuou ao lado de Almeida, Capitão, Nardela, Pitanga e o goleiro Doná, entre outros.

O final de carreira foi no Operário de Campo Grande (MS).

 
 
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