Conselheiro do Batatais manda ofício à FPF pedindo inocência: 'Únicos penalizados'

André Tofetti usa como argumento um caso da Copa Paulista de 2007, quando o próprio Fantasma foi beneficiado

por Agência Futebol Interior

Batatais, SP, 12 (AFI) - De olho em 'uma luz no fim do túnel' para salvar o Batatais de uma tragédia ainda maior, um conselheiro honorário e ex-presidente do Fantasma, André Tofetti, mandou um oficio para a Federação Paulista de Futebol (FPF) com o pedido de inocência do clube no caso de manipulação de resultado durante o Paulista A3.

O clube foi condenado na última segunda-feira (09) pelo Tribunal de Justiça Desportiva (TJD-SP), em medida que ainda cabe recurso. O novo 'gancho' é válido por 240 dias, além de uma multa de R$ 70 mil.

RELEMBRE O CASO

O conselheiro se baseia em um caso da Copa São Paulo de Futebol de Juniores de 2017, quando foi descoberto um 'gato' no Paulista. Heltton Matheus Cardoso Roddrigues, de 22 anos, estava jogando com a documentação de Brendon Matheus Lima dos Santos, de 20. Na ocasião, o zagueiro pegou um gancho de um ano, o Paulista foi eliminado da competição daquele ano, mas não foi rebaixado em sua divisão estadual.

Conselheiro do Batatais manda ofício à FPF pedindo inocência: 'Únicos penalizados'
Conselheiro do Batatais manda ofício à FPF pedindo inocência: 'Únicos penalizados'

"O Batatais (principalmente a gente que é do conselho, o atual presidente e a diretoria) ficamos surpreso com a decisão do TJD. O Batatais foi o único penalizado duas vezes, dentro de campo e, agora, com essa suspensão do Tribunal. Acredito que o Batatais será absolvido, o time não foi favorecido em nada, foram pessoas que fizeram individualmente,m se beneficiaram, a FPF que vai apurar. O Batatias está sendo lesado pelas pessoas que fizeram esse “esquema”. Eu tenho fé, acredito muito na Federação Paulista, no presidente do TJD, o delegado [Antonio] Olim. Eles vão analisar".

ARGUMENTOS
Tofetti usa o argumento de que se ouve manipulação, o clube como instituição não sabia e não pode ser condenado por conta de atos feitos por terceiros, no caso os jogadores.

"De tudo que fizeram, pode ter certeza de que não chegou ao conhecimento da diretoria do Batatais. Se houve, foi dentro de vestiário, alojamento, mas não chegou nenhuma informação ao conselho".