Zagueiro mexicano revela: 'Tive sorte de participar do ressurgimento do Barça'

Em entrevista especial à LaLiga, ex-zagueiro mexicano comenta sobre fatos curiosos e marcantes da carreira como jogador

por Agência Futebol Interior

Campinas, SP, 11 (AFI) - Após começar a carreira no Atlas, do México, Rafael Márquez foi cedo para o futebol europeu, assinando com o AS Monaco com apenas 20 anos de idade, e viu sua carreira deslanchar.

"Medo e fracasso nunca me passaram pela cabeça, e foi até por isso que consegui arriscar algumas coisas. Logo que assinei com o Monaco, por exemplo, já passei a ser titular e conquistamos a liga francesa. O time era estelar, com grandes jogadores. Mas obviamente que cometi muitos erros, o que também me ajudou a aprender mais rápido", disse.

CHEGADA AO BARÇA
Com isso, logo chamou a atenção de grandes equipes, como o FC Barcelona.

Rafa Marquez:
Rafa Marquez: "tive muita sorte de participar do ressurgimento do Barcelona"
"Eu não podia deixar passar a oportunidade. Inicialmente, o Mônaco não queria me deixar ir. Eu era um jogador importante no time, e jogaríamos na Liga dos Campeões na temporada seguinte. Inclusive, foi nesse ano que o Mônaco chegou à final contra o Porto. Mas meu sonho era assinar com uma grande equipe", acrescentou. E mesmo após sua saída, Rafa se diz muito agradecido pelo clube francês: "Eles me deram a oportunidade de ir ao Barcelona, e foi um sonho tornado realidade".

Foi quando o zagueiro começou a escrever uma linda história no clube blaugrana, onde passou nada menos que sete temporadas, de 2003 a 2010. Mas, se engana quem pensa que o início foi fácil.

"Cheguei no Barça em um momento de reconstrução, o clube não estava no topo. Mas tive muita sorte de fazer parte dessa mudança, e do ressurgimento do clube com Ronaldinho. Foi a partir dessa formação que as coisas começaram a mudar, com jogadores como Xavi, Puyol, Valdés, e aí começamos a ganhar grandes campeonatos".

AJUDOU DEMAIS
Para Rafa Marquez, jogar ao lado de tantos jogadores bons deixava sua atividade ainda mais fácil.

"Eu só tinha que encontrá-los e levar a bola para eles. Era assim com Xavi, Iniesta, Pique e Edmilson, naquela época. Jogar ao lado de Puyol oferece uma enorme sensação de segurança, especialmente se você também tem um goleiro como Victor [Valdés]. Eu sabia que se a bola escapasse, ele estaria lá para detê-la. E, por trás, pudemos ver o quão incrível Ronaldinho e Messi eram. Foi ótimo", finalizou.