Após ser acusado de 'herança maldita', ex-presidente do Bahia rebate nota oficial

Marcelo Guimarães Filho afirmou que essa dívida que causou o bloqueio judicial não foi originada em sua gestão

por Agência Futebol Interior

Salvador, BA, 13 (AFI) - Um dia após o Bahia emitir uma nota oficial sobre uma dívida de 2011 com a empresa Ingresso Fácil, que gira em torno de R$ 21,5 milhões, que bloqueou as contas do clube nesta semana, dizendo que era uma 'herança maldita' da gestão do presidente Marcelo Guimarães Filho, o ex-mandatário do tricolor respondeu a altura, criando ainda mais polêmica no assunto.

Através de uma nota publicada na manhã desta quarta-feira (13) via internet, Marcelo Guimarães Filho afirmou que essa dívida que causou o bloqueio judicial não foi originada em sua gestão e que ele apenas fez um acordo para liquidar essa dívida, que não foi paga pelos presidentes seguintes. Tanto que a atual gestão do Bahia, afirmou que não tem como comprovar todos os pagamentos que deveriam ter sido feitos.

Após ser acusado de 'herança maldita', ex-presidente do Bahia rebate nota oficial
Após ser acusado de 'herança maldita', ex-presidente do Bahia rebate nota oficial
Em 2019, o clube já foi obrigado a pagar R$ 3 milhões, nesta mesma ação. A dívida está rolando na justiça a quase 10 anos.

CONFIRA NA ÍNTEGRA A NOTA OFICIAL DIVULGADA PELO EX-PRESIDENTE:
Com meias verdades se conta uma grande MENTIRA!

Lamentável a acusação equivocada dos gestores pós intervenção teratológica do Esporte Clube Bahia pela dívida contraída pelo clube que - é bom esclarecer - não foi originada na minha gestão.

Isso porque, quando assumi a presidência do Esporte Clube Bahia, a dívida com a empresa Ingresso Fácil já existia, pois a mesma era gestora dos ingressos comercializados dos jogos do time desde, por volta de 2002. Já encontrei a dívida e como tantas outras, apenas autorizei que fosse firmado um acordo financeiro para liquidar a mesma e evitar uma demanda judicial pois, inclusive, a referida ainda prestava serviços para o clube.

A responsabilidade do pagamento das dívidas é do clube, ou seja, a gestão pós intervenção deveria ter honrado com os pagamentos de forma parcelada do referido débito, sendo certo que a ação judicial movida pela Ingresso fácil no ano de 2014 só demonstra claramente que os gestores não foram eficientes em obstaculizar essa demanda judicial.

Pior! Com a falta de gestão e consequentemente a demanda judicial, o valor antes negociado que deveria ser liquidado de forma parcelada, PASMEM, QUADRIPLICOU ! Tempos sombrios dessa nova gestão que vive de marketing para esconder a fraca administração.