Série B: Avaí lança iniciativa para arrecadar fundos com moedas virtuais

A ideia é conseguir uma quantia entre R$ 32 milhões e R$ 80 milhões através de vaquinhas realizadas pela internet

por Agência Futebol Interior

Florianópolis, SC, 13 (AFI) – O Avaí lançará uma nova proposta para arrecadar verba através de moedas virtuais nesta semana. Em parceria com duas empresas do Reino Unido, a SportyCO e a Blackbridge Sports, o time catarinense oficializa o projeto Avaí Token.

A ideia é conseguir uma quantia entre R$ 32 milhões e R$ 80 milhões através de vaquinhas realizadas pela internet, utilizando o chamado crowdfunding, que consiste na obtenção de capital para iniciativas de interesse coletivo, usando diversas fontes de financiamento. Ou seja, o foco do time que disputa a Série B do Campeonato Brasileiro não é, necessariamente, as bitcoins.

A Oferta Inicial de Moedas (ICO, em inglês) acontecerá a partir do dia 3 de outubro e terá durança de 60 dias, período que os investidores e torcedores do clube poderão comprar o Avaí Token. Uma unidade terá o custo de um dólar. Se o valor mínimo previsto não for alcançado, o projeto não será levado adiante.

Bruno Comicholi, responsável pelas relações internacionais do Avaí, explica que o clube espera um grande número de investidores internacionais, já que a especulação é a grande aposta do clube para que a iniciativa dê certo.

“A gente acredita muito que boa parte dos compradores, senão a maior parte, será internacional. Na realidade, a troca da moeda por serviços e produtos é a primeira possibilidade, mas existe também a segunda possibilidade, de estimular a transação da moda entre as pessoas, até porque o token estará listado em corretoras”, disse.

Coletiva aconteceu no estádio da Ressacada, em Florianópolis-SC (Foto: Alceu Atherino / AVAÍ)
Coletiva aconteceu no estádio da Ressacada, em Florianópolis-SC (Foto: Alceu Atherino / AVAÍ)

Caso a expectativa seja alcançada, o time planeja investir 50% do valor na modernização de sua infraestrutura, 25% no futebol profissional e o restante no pagamento de dívidas trabalhistas, que atualmente são de cerca de R$ 8 a R$ 10 milhões.

 
 
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