Lateral do Athletico paga indenização de R$ 200 mil após atropelar professores

O advogado do atleta afirmou que a maior quantia já foi quitada nesta semana

por Agência Futebol Interior

Curitiba, PR, 10 (AFI) - O lateral Marcinho entrou em acordo para indenizar os herdeiros do casal de professores mortos no dia 30 de dezembro de 2020. O jogador atropelou Alexandre Silva de Lima e Maria Cristina José Soares, que não resistiram ao acidente.

Marcinho pagará R$ 200 mil aos netos do casal, valor que será dividido entre quatro pessoas. O atleta ainda pagará outro montante para cinco parentes. O advogado do atleta afirmou que a maior quantia já foi quitada.

Ele, no entanto, segue respondendo por homicídio culposo (quanto não há intenção e matar). O jogador deixou o local do acidente sem prestar socorro.

No Athletico, Marcinho vem sendo reserva de Khellven. O atleta, de 25 anos, disputou dez jogos com a camisa rubro-negra.

Marcinho com a camisa do Athletico
Marcinho com a camisa do Athletico

O CASO!
Eles davam aulas no Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca, o Cefet, no Maracanã, na zona norte do Rio. O casal havia saído para lançar flores ao mar e estava voltando para casa quando atravessou a avenida Lúcio Costa, na altura do número 17.170, e foi atropelado por um Mini Cooper, dirigido por Marcinho, lateral-direito que até 31 de dezembro tinha contrato com o Botafogo.

O atleta fugiu e abandonou o carro na rua Hermes de Lima, também no Recreio. O veículo está registrado em nome de uma empresa de produtos hospitalares cujo sócio é Sergio Lemos de Oliveira, pai e empresário de Marcinho. Após ser localizado e submetido a perícia, o carro foi rebocado por um guincho da seguradora até a garagem da casa do pai de Marcinho - a partir daí a Polícia Civil passou a considerar o jogador suspeito.

Marcinho e seu pai prestaram depoimento à Polícia Civil e o atleta admitiu que dirigia o veículo. Ele alegou que estava dirigindo em velocidade normal, a 60 km/h, que não havia consumido bebida alcoólica e que não prestou socorro porque teve medo de ser linchado.