Delegado não vê 'elementos contundentes' em acusação de estupro contra atleta do Atlético

Inquérito deve durar mais de 30 dias para Polícia Civil ouvir todas as pessoas envolvidas na festa promovida por Cazares

por Agência Estado

Belo Horizonte, MG, 10 - O meia equatoriano Juan Cazares, do Atlético-MG, prestou depoimento na noite de segunda-feira, na delegacia sediada em Vespasiano, na região metropolitana de Belo Horizonte, sobre as acusações de estupro e lesão corporal feitas por duas mulheres. Outras quatro pessoas também foram ouvidas. Ninguém foi preso.

"Não há elementos mais contundentes que possam respaldar e lastrear a declaração da suposta vítima, mas isso não significa que o fato não ocorreu. A ocorrência é bastante complexa", afirmou o delegado Marcelo Mendel, que liderou as investigações.

Polícia recebeu denúncia de agressão contra mulheres envolvendo Cazares - Bruno Cantini / Atlético-MG
Polícia recebeu denúncia de agressão contra mulheres envolvendo Cazares

O inquérito deve durar mais de 30 dias porque a Polícia Civil precisa ouvir todas as pessoas que estavam presentes na festa promovida pelo jogador, no Condomínio Boulevard, em Lagoa Santa, também na região metropolitana de Belo Horizonte, onde o crime teria ocorrido.

Cazares deixou o local sem falar com a imprensa. Horas depois de comparecer à delegacia, o meia equatoriano usou o Instagram para tranquilizar seus fãs: "Deus coloca as coisas certas no lugar, tudo bem gente. Abraço a todos", publicou o jogador no stories.

ENTENDA O CASO

A Polícia de Minas Gerais recebeu uma denúncia de agressão contra mulheres envolvendo Cazares. A acusação foi feita pelo telefone da Polícia Militar, o 190.

De acordo com o Centro de Operações da Polícia Militar (Copom), a denunciante disse ter sido agredida pelo atleta. A chamada foi registrada na manhã de segunda-feira. A vítima teria sido levada para uma casa em Lagoa Santa.

De acordo com o B.O., "as duas vítimas alegam que o jogador teria oferecido a quantia de R$ 10 mil para que esse fato não viesse à tona. Para que não fosse chamado nem Polícia Militar nem a imprensa. Já ele alega que elas teriam solicitado esse valor para que esse assunto fosse mantido em sigilo", explicou o tenente Tiago Nasser, da Polícia Militar.