Brasil 2 x 2 Chile - Ao som de vaias, Brasil decepciona outra vez

Na nova "era Felipão", a Seleção Canarinho conquistou apenas uma vitória

por Agência Futebol Interior

Belo Horizonte, MG, 25 (AFI) – O último teste antes da Copa das Confederações não foi como o técnico Luiz Felipe Scolari esparava. No som de “olé” a cada toque da seleção chilena e de muitas vaias, o Brasil ficou no empate em 2 a 2, diante do Chile, na noite desta quarta-feira, em pleno Estádio do Mineirão lotado.

Por volta de 45 passes errados, o Brasil novamente não convenceu e pouco fez por merecer um resultado positivo. Diferente do Chile, que com um time longe do titular, controlou a partida e sai com um bom resultado. Um dos jogadores mais criticados ao longo do duelo, foi o atacante Neymar, que ficou longe de ser aquele jogador do Santos que encanta o Mundo.

No comando da Seleção Brasileira, Felipão ainda não emplacou e só conquistou uma vitória, esta diante da Bolívia, três empates e uma derrota para a Inglaterra, antes do verdadeiro desafio, a Copa das Confederações.

Após a convocação, prevista para o dia 14 de maio, a seleção fará mais dois amistosos. No dia dois de junho, a equipe de Felipão enfrentará a Inglaterra, no reformado Maracanã. Sete dias depois o adversário será a França, na Arena Grêmio. A estreia nas Confederações está marcada para o dia 15, contra o Japão.

Tudo igual
A bola rolou no Mineirão e os maus resultados já começaram a assombrar o técnico Felipão, logo aos sete minutos, o Chile abriu o placar. Diego Cavallieri fez uma bela defesa na cabeçada de Cortés, mas a bola sobrou para Marcos Gonzáles. O zagueiro do Flamengo subiu sozinho para marcar o primeiro da seleção chilena.

Aos 13 minutos, por pouco, o Chile não fez o segundo. Patricio Rubio chutou de longe e a bola tirou tinta da trave de Cavallieri. O susto acordou o Brasil, que saiu para o jogo. Aos 15, Jadson chutou, a bola bateu na trave e sobrou para Ronaldinho Gaúcho, que foi travado na hora do chute.

Sete minutos depois, Patricio Rubio desperdiçou uma boa chance para o Chile. O atacante emendou uma bicicleta e a bola passou muito perto do gol. Porém, foi o Brasil que deixou tudo igual. Neymar cobrou escanteio na cabeça de Réver, que testou firme para o fundo das redes, fazendo jus à sua fama de zagueiro artilheiro.

Após o gol, a partida ficou truncada. O Chile apelava pela forte marcação no meio de campo, enquanto que o Brasil tentava sair em contra-ataque. Em um deles, Paulinho deixou Neymar cara a cara com o goleiro, mas o atacante do Santos pegou mal na bola e mandou para fora.

Não deu de novo, Brasil?
No segundo tempo foi a vez do Brasil marcar logo no início. Aos nove minutos, Henrique roubou a bola e deixou para Pato, que fez tabela com Ronaldinho Gaúcho, e deixou Neymar , sem goleiro, para marcar o gol de virada da Seleção Canarinho. Festa que não durou muito tempo. Exatamente dois minutos depois, Vargas acertou chute de longe e a bola para no fundo das redes de Diego Cavallieri.

O gol e as alterações feitas por ambos os treinadores esfriou o ritmo de jogo. O Chile optava por tocar a bola, deixando o tempo passar, enquanto que o Brasil ficava a espera de uma luz de seus craques, como Ronaldinho Gaúcho, Neymar e Alexandre Pato. Em uma dessas jogadas, a estrela santista lançou Marcos Rocha. O lateral foi travado na hora do chute e pediu pênalti, não marcado pela arbitragem.

Antes do apito final, o Chile teve o jogador Braulio Leal expulso e teve a última chance de perigo da partida, em que Diego Cavallieri fez a defesa. O Brasil não conseguiu chegar ao ataque e quando fez reclamou de mais um pênalti cometido, nesta vez, no atacante Osvaldo.

Ficha Técnica

Brasil

Brasil
2 x 2
Chile

Chile

Fase
Amistosos
Rodada
5ª rodada
Data
24/04/2013
Horário
22h00
Local
Mineirão, em - Belo Horizonte ()
Árbitro
Carlos Amarilla-PAR

Renda
R$ 3.255.205,00
Assistentes
Não divulgados

Público
53.331 pagantes
Brasil
Diego Cavalieri;
Jean (Marcos Rocha), Dedé (Henrique), Réver e André Santos;
Ralf (Fernando), Paulinho, Jadson (Osvaldo) e Ronaldinho Gaúcho;
Neymar e Leandro Damião (Alexandre Pato)
Técnico: Luiz Felipe Scolari
Chile
Johnny Herrera;
José Rojas, Marcos González e Cristian Álvarez e Eugênio Mena;
Lorenzo Reyes, Fernando Meneses (Muñoz) e Leal;
Vargas (Andrés Robles), César Cortes (José Fuenzalida) e Patrício Rubio (Figueroa)
Técnico: Jorge Sampaioli
 
 
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