Segundona: Ex-presidente do América-SP lamenta morte de Cilinho

Pedro Benedito Batista foi o responsável pela contratação do treinador na década de 90

por Agência Futebol Interior

São José do Rio Preto, SP, 29 (AFI) - A morte do ex-treinador Cilinho abalou o futebol brasileiro na tarde desta quinta-feira e diversas personalidades fizeram questão de prestar homenagens. Um deles foi o antigo presidente do América-SP, Pedro Benedito Batista, que em meados dos anos 90, foi responsável por trazer o treinador para São José do Rio Preto.

"Com referência ao nosso Cilinho que foi um treinador juntamente conosco aqui no nosso querido América por quatro temporadas praticamente ele trouxe a inovação na época necessária para o clube com todo o seu potencial de conhecimento futebolístico e acima de tudo com inovações que dentro do futebol era necessário. Aqui no América ele conseguiu fato inédito como nos demais clubes por onde passou", disse o mandatário, que ainda continuou.

Pedro Benedito Batista foi o responsável pela contratação do treinador na década de 90.
Pedro Benedito Batista foi o responsável pela contratação do treinador na década de 90.

"Nosso sentimento é bastante grande. Temos que todos orar e rezar por ele porque tudo aquilo que precisava ser feito. Elle nos ajudou a fazer na época. Então, nós temos que agradecer a ele, a família, a esposa dona Cila, a filha a neta por tudo aquilo que nos fez e nós torcedores do América e simpatizantes do clube agradecemos de todo coração. Nós temos certeza que ele será muito bem recebido lá em cima por todas as boas ações dele praticado aqui na terra", finalizou o cartola.

RELEMBRE
Na presidência do Rubro, na época, Batista apostou na contratação de Cilinho, que chegou ao clube em 1997 e levou o time americano novamente a elite do futebol paulista quando conquistou o título da Série A2, dois anos depois. Cilinho, foi o grande responsável na montagem do elenco americano que tinha um esquadrão começando na meta com Sérgio Guedes, Fumagalli, Luiz Fernando, Roberto Carlos, entre outros. Em 1988, o acesso bateu na trave e o América foi vice-campeão. Na oportunidade, só subia o campeão e foi o União Barbarense.

Em 99, o Rubro foi campeão com dois empates por ter feito a melhor campanha na classificação geral (59 pontos contra 55 da Ponte). Foram 16 vitórias, treze empates e apenas uma derrota, 1 a 0, para o Santo André, no ABC. A equipe recebeu a "Taça dos Invictos" do extinto jornal "A Gazeta Esportiva" por ter permanecido 26 jogos sem derrotas. Empatou por 0 a 0 em Campinas no dia 20 de julho e dois dias depois empatou em 1 a 1, no Teixeirão, num trabalho marcante e um legado deixado pelo mestre Cilinho como era chamado.

No duelo de volta, o América perante a sua torcida contou com 28.501 pagantes e 5.400 menores e credenciados. O time campineiro saiu na frente com Julinho, aos 30 minutos do segundo tempo. Seis minutos depois, o zagueiro Zambiasi, deixou tudo igual, Rubro, na Série A, do Paulista. Cilinho, mandou a campo a seguinte formação americana: Sérgio Guedes; Roberto Silveira, Zambiasi, Jean e Guilherme (Paulo César Martins); Reginaldo, Souza (Marcos Denner) e Luís Fernando Gomes; Fernando Fumagalli, Roberto Carlos (Cris) e Marcinho.

A Macaca comandada por Marco Aurélio Moreira teve: Alexandre; Daniel, Fábio Luciano, Paulão e Alessandro (Adrianinho); Roberto, Mineiro, Dionísio (Julinho) e Vander; Fabiano e Claudinho. Apitou o duelo, Alfredo dos Santos Loebeling.