A luta por igualdade: O olhar das mulheres por trás do futebol

A menos de 100 dias da Copa do Mundo, o Portal Futebol Interior ouviu a análise de mulheres sobre a modalidade no Brasil

por Tiago Caetano

Campinas, SP, 08 (AFI) - Este ano acontece na França a Copa do Mundo de futebol feminino entre os dias 07 de junho e 07 de julho. O torneio, diferente das outras edições, vem gerando grande expectativa, pois os ingressos vendidos já passam de 500 mil - para a final já estão esgotados.

E com tanto sucesso da modalidade fora do Brasil, o Portal Futebol Interior procurou saber o por que este fenômeno ainda não acontece no pais do futebol. Fomos direto nas fontes para saber o porque a modalidade ainda engatinha no Brasil. Foram entrevistadas mais de 30 mulheres que fazem parte do mundo da bola, conversamos com torcedoras, cronistas esportivas e atletas.

Jade Gimenez é repórter da Web Rádio Coringão
Jade Gimenez é repórter da Web Rádio Coringão

O OLHAR DAS MULHERES POR TRÁS DO MAIOR ESPORTE DO PLANETA

Para maioria das entrevistadas, o preconceito e a falta de divulgação são os principais fatores para o baixo numero de fãs do esporte. Selecionamos algumas respostas para o assunto.

Para a estudante de jornalismo e cronista esportiva, Aline Simons, o futebol é a sua grande paixão e acompanha todos campeonatos possíveis.

Também falamos com a repórter Jade Gimenez, que citou alguns motivos para os públicos pequenos nos jogos: horários ruins, preconceito tanto de homens quanto de mulheres e falta de incentivos.

“Eu sempre fui para o estádios, também colocava a TV no mudo por gostar de rádio e o amor pelo futebol vem da família”.

Patrícia Hoffman é torcedora do São Paulo
Patrícia Hoffman é torcedora do São Paulo

DIFICULDADE EM OBTER INFORMAÇÕES

Segundo a torcedora do São Paulo, Patrícia Hoffman, o problema é a dificuldades de obter informação. Mesmo assim, entre as tarefas diárias ela tenta se manter informada pelas redes sociais e deixou claro sua vontade de incentivar sua filha a pratica do esporte.

“Tenho uma filha pequena e com certeza irei influenciar ela a jogar futebol, apesar de ser muito difícil encontrar escolinha para meninas”.

LATERAL DA LUSA ANALISA CENÁRIO

E o que acha as jogadoras? Conversamos com Ana, lateral da Portuguesa, que também citou a pouca divulgação da modalidade.

“Acredito que a pouca divulgação nas mídias sociais sobre o futebol feminino acarreta nesta falta de acompanhamento de jogos, informações sobre os times e as atletas gerando pouca visibilidade para a modalidade", disse ao Portal FI.

"Hoje em dia muita mulher comparece aos estádios para assistir jogos masculino. Aliás, o time do Corinthians está com uma campanha para influenciar a ida das mulheres aos estádios que acho isso bem maneiro. Isso vai de gosto de cada uma gostar ou não de esporte", continuou.

"Infelizmente o futebol ainda é visto no Brasil como um esporte masculino, o que gera um preconceito da sociedade quando vê uma garota jogando bola ou acompanhando o time do coração. Lutamos para buscar nosso espaço na sociedade com os mesmos direitos e mordomias", concluiu.

Pamela é meia do Cruzeiro e também falou sobre a busca de reconhecimento no futebol feminino
Pamela é meia do Cruzeiro e também falou sobre a busca de reconhecimento no futebol feminino

MEIA DO CRUZEIRO QUER MAIS RECONHECIMENTO

Outra atleta que falou com o site Futebol Interior foi Pamela, meia do Cruzeiro. A jogadora de 22 anos tem passagem pela Ponte Preta, Audax e desde pequena acompanha o seu irmão, sua grande influência para gostar do esporte.

“No masculino o espetáculo é grandioso e buscamos o mesmo reconhecimento. Para isso temos que nos preparar como profissionais e não como amadoras. A falta de informações atrapalha o esporte. A menos de 100 dias para a Copa do Mundo, os canais que irão transmitir os jogos divulgam poucas notícias. Queremos mulheres, crianças e homens lotando os estádios”.

Para as Pamelas, Anas, Jades, Elens, Patricias, Jessicas, Alines, o futebol é uma paixão e que todas gostariam e de reconhecimento e a valorização do esporte no Brasil.