Edição comemorativa da Eurocopa terá 11 sedes e presença de público

Primeira fase terá 51 partidas, com limitação de público e uma promessa de monitoramento de todos os torcedores para evitar aglomeração

por Agência Estado

Campinas, SP, 11 (AFI) - A edição comemorativa dos 60 anos da Eurocopa teve uma série de percalços por causa da pandemia e acontecerá um ano depois da previsão inicial. Mas, desde o início, mesmo antes do coronavírus, a competição foi pensada para acontecer espalhada pelo continente. No total, serão 11 cidades-sede, com diferentes protocolos em relação a presença de público e com possibilidade de mudanças ao longo da competição.

O torneio começa nesta sexta-feira com o confronto entre Turquia e Itália, às 16h (de Brasília), no estádio Olímpico, em Roma. Para esse jogo foi permitida a venda de 25% dos ingressos. A final está programa para acontecer em 11 de julho, no estádio de Wembley, em Londres, com expectativa de 45 mil torcedores.

Itália abre a Euro. (Foto: FIGC)
Itália abre a Euro. (Foto: FIGC)

Serão 24 seleções em seis grupos. Atual campeão, Portugal, do astro Cristiano Ronaldo, está na chave F, a mais difícil1, que conta também com a campeã do mundo França, Alemanha e Hungria. Só dois avançam.

CONTROLE!
Controlar a circulação das pessoas e evitar o aumento de casos de coronavírus na Europa será o principal desafio da competição. A primeira fase terá 51 partidas, com limitação de público e uma promessa de monitoramento de todos os torcedores para evitar aglomeração. Só poderão comprar ingressos moradores do país onde acontece a partida. Torcedores das seleções visitantes não poderão adquirir os bilhetes.

O problema da pandemia não está apenas entre o público. A Espanha e a Suécia enfrentam avanço da pandemia. Os jogadores espanhóis Busquets e Diego Llorente testaram positivo para a doença nesta semana e entraram em isolamento. A comissão técnica não informou quando serão reintegrados, mas já se precaveu. Eles divulgaram uma lista com 11 atletas sub-21 que vão ficar treinando em uma bolha paralela no CT da equipe, em Madri, na Espanha.

"É uma situação desagradável para qualquer um", disse o zagueiro espanhol Jordi Alba, novo capitão da Espanha na ausência de Busquets. "Estamos muito calmos e cumprindo todos as normas. Temos que continuar e nos adaptar. Esperamos que não tenha novos contaminados", acrescentou.

FALTA VACINAÇÃO!
Apesar de em alguns países europeus a vacinação estar adiantada, nem todos os jogadores chegarão para disputar a Euro vacinados. Por isso que cada cidade-sede tem sido chamada de super bolha, para que as seleções fiquem completamente isoladas. Mesmo assim haverá grandes deslocamentos, pois haverá delegações que terão de ir da Escócia para o Azerbaijão, por exemplo, ou da Rússia para o sul da Itália.

A Inglaterra, que abrigará a final no lendário Wembley, estreará no estádio contra a Croácia no domingo. Com Harry Kane no comando do ataque, o time inglês tentará erguer a primeira taça desde a Copa do Mundo de 1966.

A equipe chega com apoio dividido dos torcedores. No amistoso contra a Áustria, os jogadores se ajoelharam em campo antes do início em uma campanha contra o racismo. Parte dos torcedores que estava no local vaiou a atitude. Um dos líderes do time, Jordan Henderson, condenou as críticas.

"Se ainda tem gente que vaia o que denunciamos, quer dizer que continuamos tendo problemas e precisamos seguir lutando juntos."

SEM SE AJOELHAR!
A seleção croata também afirma que o gesto de se ajoelhar não tem significado algum no contexto do país. No último amistoso contra a Bélgica, os belgas fizeram o gesto, enquanto o time da Croácia ficou em pé. Outra polêmica foi o uniforme da Ucrânia (leia abaixo).

A expectativa é que os problemas extracampo parem por aí e que a partir desta sexta ganhem destaque no noticiário apenas o que astros como Mbappé, Lewandowski e De Bruyne façam em campo. E, claro, que também as estreantes Finlândia e Macedônia do Norte surpreendam as grandes seleções.