Preparador físico revela que Maradona jogou Copa de 1990 com unha postiça no pé

Outro problema enfrentado por Maradona foi o tornozelo esquerdo machucado

por Agência Estado

São Paulo, SP, 24 - Antigos membros da comissão técnica da seleção da Argentina na Copa do Mundo de 1990, na Itália, revelaram nos últimos dias detalhes curiosos e doloridos de como o então meia Diego Maradona se preparou para a competição. A equipe terminaria como vice, ao perder a final para a Alemanha Ocidental, e com o camisa 10 cheio de dores. O tornozelo esquerdo inchado e um pé sem a unha eram os principais dramas.

Em entrevista ao site argentino Infobae, o preparador físico particular de Maradona, Fernando Signorini, deu detalhes do quanto o astro sofreu para disputar a Copa do Mundo.

Uma semana antes do jogo de abertura contra Camarões, em Milão, em um treino deram uma entrada nele e arrancaram a unha do dedão do pé esquerdo. O médico da seleção colocou uma fibra de carbono no lugar para que ele pudesse evitar a dor", comentou.

Outro problema enfrentado por Maradona foi o tornozelo esquerdo machucado. "O local estava muito inchado e inflamado de maneira brutal. Para Diego jogar, era como se um pianista tivesse de tocar depois de levar uma martelada no pulso. Era muito difícil", contou. Apesar dessas dores, o camisa 10 foi um dos destaques no Mundial ao ser decisivo inclusive com uma assistência para Caniggia no jogo contra o Brasil, pelas oitavas de final.

Maradona na Copa de 1990
Maradona na Copa de 1990
CHUTEIRAS
O roupeiro da Argentina na Copa do Mundo, Miguel Di Lorenzo, relembrou que precisava levar aos jogos vários pares de chuteira para que Maradona provasse vários, até encontrar algum modelo que lhe fizesse sentir menos dores no pé esquerdo.

"Diego não podia pisar normalmente por causa do tornozelo e da unha. O médico até falava que ele não podia jogar, mas o Diego insistia e pedia até para fazerem uma infiltração", contou.

Em 1990, Maradona chegou ao Mundial da Itália como atual campeão da Copa e principal jogador do mundo. Então no Napoli, ele oscilou momentos geniais, como diante do Brasil, com outros irregulares, em especial um pênalti perdido diante da Iugoslávia nas quartas de final.