Messi e Ronaldo: os melhores da história do futebol?

Lionel Messi e Cristiano Ronaldo estão reinventando a forma como olhamos para a História do futebol

por Agência Futebol Interior

Campinas, SP, 18 - Lionel Messi recebeu, há poucos dias, o prêmio que já havia sido anunciado: sua sexta Chuteira de Ouro. Cristiano Ronaldo também estava nomeado e o fato é que seria muito difícil apostar no vencedor desse prêmio – tão incerto como apostar no jogo da roleta online, em uma plataforma de cassino como é possível acessar através da internet. O argentino e o português vêm trocando entre si e já acumularam o incrível número de 11 vitórias nas últimas 12 premiações.

Pelé e Maradona são muitas vezes considerados como os melhores jogadores de todos os
tempos. Mas como poderemos olhar a história do futebol quando o português e o argentino
terminarem suas carreiras?

COMO COMPARAR COM O PASSADO?

Messi e Cristiano são os principais jogadores da nova geração
Messi e Cristiano são os principais jogadores da nova geração

É muito difícil comparar atletas de épocas diferentes. O maior jogador de todos os tempos que nunca aparece nas listas de recordes é Josef Bican, com mais de 600 gols apontados e uma carreira sênior que se estendeu por uns incríveis 27 anos.

Claro que suas circunstâncias são bem diferentes.

O futebol era amador, e por isso com menos exigência; mas os recursos à disposição dos jogadores eram, também, bem menos. Bican viveu em meio à Segunda Guerra Mundial, o que condicionou sua carreira; nascido em Viena, de pais tchecos, em um país que desapareceu quando ele era criança (o império da Áustria-Hungria), ele jogou por três times nacionais diferentes. Como fazer comparações com todos os que vieram depois?

PROFISSIONALISMO

Mas tem um fator que é quase incontornável: o profissionalismo. A forma como um futebolista
se dedica a sua profissão, e consegue se manter no topo pelo maior período de tempo
possível. Messi e Ronaldo podem facilmente ser considerados os dois maiores jogadores do
mundo desde 2008, quando nunca mais deixaram (um dos dois, ou ambos) de ser nomeados
(e de vencer!) os mais importantes prêmios do futebol mundial.

Se olharmos para a História do futebol, veremos que poucos jogadores conseguiram ser tão
influentes em seus times durante tanto tempo. O próprio Pelé acaba por ser a referência
também, ele que que jogou de forma consistente por 20 anos. Contudo, se olharmos com um
pouco mais de atenção, veremos que a partir de 1970 sua influência em seus times declinou
um pouco.

Sua etapa final no New York Cosmos foi a celebração justa de uma grande e longa
carreira, mas o campeonato dos Estados Unidos dificilmente se poderia considerar como dos
mais competitivos do mundo (ainda hoje não é). Com a mesma idade de Pelé, Cristiano
Ronaldo ainda está jogando na Juventus e na Champions League, ao mais alto nível europeu e
mundial.

Do mesmo jeito, Maradona (que muitos a nível internacional consideram o maior de todos os
tempos) “terminou” sua carreira, para todos os efeitos práticos, a partir de 1991. Desde esse
ano, ele marcou apenas 12 gols. Os motivos estão relacionados com seu profissionalismo e
são bem conhecidos.

O próprio Lionel Messi reconhece que Maradona é o melhor jogador de tempos. Mas ele não
poderia dizer outra coisa, caso contrário seus compatriotas platinos ficariam ainda mais
furiosos com ele do que já estão pelo fato de ele ainda não ter “dado” a eles uma Copa do
Mundo. Quantos mais anos terá Messi de jogar em um nível altíssimo na Liga da Espanha e na
Champions League para que seja considerado como o melhor de sempre?

Além disso, Messi tem “apenas” 32 anos. Ele poderá ainda jogar mais três a quatro anos ao
mais alto nível; não será que dá tempo para ganhar mais Chuteiras de Ouro?

Entretanto, Cristiano Ronaldo venceu as Ligas da Inglaterra, Espanha e Itália e venceu a
Champions por dois times diferentes, sem contar com as Chuteiras de Ouro e com a incrível
proeza da Copa da Europa de 2016 – a primeira conquista internacional de Portugal. Ele está
jogando também ao mais alto nível europeu desde 2003. Não será que o profissionalismo
desses dois os pode colocar junto com os melhores do passado?