Técnica do time feminino do Afeganistão ataca Infantino por investigação de abuso

Reclamação se dá em razão do tratamento ao caso de suposto abuso sexual no futebol do seu país

por Agência Estado

Campinas, SP, 03 - A técnica da seleção feminina do Afeganistão se declarou "enojada" com o Gianni Infantino em razão do tratamento ao caso de suposto abuso sexual no futebol do seu país, e defendeu a renúncia do presidente da Fifa.

Treinadora lascou a boca. (Foto: Reprodução/Twitter)
Treinadora lascou a boca. (Foto: Reprodução/Twitter)
Recentemente, a Fifa baniu do esporte o então presidente da Federação de Futebol do Afeganistão, Keramuudin Karim, após várias acusações de ter abusado de jogadoras das seleção. Mas a técnica da equipe nacional, Kelly Lindsey, manifestou a sua revolta por apenas o dirigente ter sido punido. "Eles não investigaram ninguém, apenas o presidente. Eles não foram além da camada superior", disse Lindsey, avaliando que a culpa por isso é de Infantino.

"Eu estou enojada com ele como ser humano, como líder do nosso esporte. Na minha opinião, ele não deveria ser presidente da Fifa. Eu respeito o Mundial Feminino, eu respeito o que a Fifa faz pelo futebol. Mas eu não respeito o jeito como eles estão governando agora. Nós demos a eles uma oportunidade clara de fazer a coisa certa e mostrar que eles têm integridade. Nós lhes demos a clara oportunidade de ousar e brilhar", acrescentou.

Bastante emocionada durante evento realizado em Lyon, na França, palco da final do Mundial Feminino no próximo domingo, Lindsey afirmou que Infantino "não é o que precisamos como líder da Fifa." "Você não está respeitando o futebol feminino, não respeita os jogadores, treinadores, os dirigentes, a arbitragem", concluiu.