Presidente da Confederação Africana é interrogado por autoridades francesas

A Fifa não se manifestou sobre o assunto oficialmente e afirma que não está ciente dos detalhes da investigação

por Agência Estado

Campinas, SP, 06 (AFI) - O Presidente da Confederação Africana de Futebol (CAF) e um dos vice-presidentes da Fifa, Ahmad, um dirigente nascido no Madagáscar, foi detido e interrogado pelas autoridades francesas nesta quinta-feira, na última investigação criminal envolvendo um membro da entidade, um dia antes do começo do Mundial Feminino.

Ahmad está "sendo interrogado pelas autoridades francesas sobre acusações relacionadas ao seu mandato" como presidente da CAF, disse a Fifa em um comunicado. "A Fifa não está ciente dos detalhes que cercam esta investigação e, portanto, não está em posição de fazer qualquer comentário específico", acrescentou. "A Fifa está pedindo às autoridades francesa qualquer informações que possam ser relevantes para as investigações realizadas dentro do Comitê de Ética."

Anteriormente, o presidente da CAF foi acusado pelo ex-secretário-geral da CAF Amr Fahmy de subornar chefes de associações de futebol e também de uso indevido de centenas de milhares de dólares.

ESCÂNDALOS DE CORRUPÇÃO
A Fifa tem lutado para deixar no passado a crise de corrupção que eclodiu com a prisão de vários dirigentes em maio de 2015, com o seu presidente Gianni Infantino tendo declarado no seu último congresso, no início desta semana, que ninguém mais falava em escândalos ou corrupção na entidade.

Nesta quinta-feira, ao comentar o caso de Ahmad, a Fifa voltou a adotar tom parecido ao do discurso de seu presidente.

"A Fifa está totalmente empenhada em erradicar todas as formas de delito em qualquer nível no futebol. Qualquer um que for encontrado tendo cometido atos ilícitos ou ilegais não têm lugar no futebol. A Fifa está limpa agora dos escândalos que mancharam sua reputação", afirma.

Desde que Infantino foi eleito pela primeira vez para a presidência da Fifa em 2016, quatro confederações continentais perderam membros eleitos para o conselho da entidade em meio a acusações de má gestão financeira ou corrupção.