Após problema no VAR, final da Liga dos Campeões da África será jogada novamente

Árbitro de vídeo apresentou defeito em um lance do jogo disputado na última sexta-feira

por Agência Estado

Campinas, SP, 05 - A Confederação Africana de Futebol (CAF, na sigla em francês) decidiu nesta quarta-feira que a segunda partida da final da Liga dos Campeões da África entre Espérance, da Tunísia, e Wydad Casablanca, do Marrocos, vai ser repetida. Tudo por causa de um problema no VAR (árbitro de vídeo), que apresentou defeito em um lance do jogo disputado na última sexta no estádio Olímpico de Radés, em Túnis, a capital tunisiana.

A confusão com o VAR começou aos 15 minutos do segundo tempo, quando o placar apontava 1 a 0 para o Espérance e o Wydad Casablanca se recusou a voltar ao jogo enquanto um gol da equipe, mal anulado por impedimento, não fosse revisado. O problema é que a revisão do lance não pode ser feita porque o recurso eletrônico não estava funcionando naquele momento. A partida ficou paralisada por mais de uma hora.

O ganês Bakary Gassama, árbitro da final, não pôde utilizar o recurso do vídeo em nenhum momento da partida - o equipamento já apresentava problemas logo nos primeiros minutos. Com a recusa do Wydad Casablanca em voltar ao jogo, o juiz encerrou a partida e deu o título ao Espérance, que liderava no placar agregado por 2 a 1.

Foto: Divulgação
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INDEFINIDO
Este seria o quarto título africano do Espérance, sendo o segundo de forma consecutiva. Agora, terá de jogar novamente contra o Wydad Casablanca em uma data a ser definida pela CAF. A entidade divulgou que a final só será disputada após a realização da Copa Africana de Nações, que será no Egito de 21 de junho a 19 de julho.

O campeão da Liga dos Campeões da África será o representante do continente no Mundial de Clubes da Fifa, que nos dois próximos anos será jogada no Catar. Na edição desta temporada já estão classificados Liverpool (Inglaterra, pela Europa), Monterrey (México, pelas Américas do Norte e Central e Caribe), Al-Sadd (Catar, país-sede) e Hienghène Sport (Nova Caledônia, pela Oceania). Faltam também os representantes da América do Sul (campeão da Copa Libertadores) e da Ásia (vencedor da Liga dos Campeões).