Após derrotas nas Eliminatórias, Equador demite o técnico Gustavo Quinteros

Nas duas últimas rodadas das Eliminatórias, a seleção do Equador será comandada por Jorge Célico, o treinador das seleções de base

por Agência Estado

São Paulo, SP, 12 - Em uma terça-feira cheia de polêmicas no Equador, o dia terminou com a demissão de Gustavo Quinteros do cargo de treinador da seleção nacional de futebol. Horas antes, o treinador dava declarações à imprensa local que nunca iria pedir ou fazer um acordo para deixar a equipe. Mas sua opinião não prevaleceu e o anúncio foi feito em uma entrevista coletiva em Quito, com a presença do presidente da Federação Equatoriana de Futebol, Carlos Villacís.

O grande motivo para a saída de Gustavo Quinteros é a situação complicada do Equador nas Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo de 2018, que será na Rússia, depois das derrotas neste mês para Brasil (20 a 0, em Porto Alegre) e Peru (2 a 1, em Quito). A duas rodadas do final, o país está na oitava colocação com 20 pontos - quatro atrás da Argentina, em quinto lugar, que hoje iria para uma repescagem contra a Nova Zelândia, a vencedora do qualificatório da Oceania.

Mas o que incomodou muito os dirigentes, e parece que foi a gota d´água para sua demissão, foram as declarações dadas por Gustavo Quinteros nas primeiras horas desta terça-feira.

"As pessoas me conhecem e sabem a resposta. Nunca vou renunciar a um projeto ou a um processo. Temos possibilidades de classificação (para a Copa). Não me sinto um covarde para sair. Temos muitas chances de classificação e tomara que todos pensem assim", disse o treinador em entrevista a uma rádio da cidade de Guayaquil.

O presidente da Federação Equatoriana de Futebol esperava se encontrar com Gustavo Quinteros nesta quarta-feira para discutir a relação, mas as declarações do técnico adiantaram a decisão de Carlos Villacís.

Nas duas últimas rodadas das Eliminatórias, a seleção do Equador será comandada por Jorge Célico, o treinador das seleções de base. Os jogos serão contra o Chile, no dia 5 de outubro, em Santiago, e contra a Argentina, cinco dias depois, em Quito.

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