Pra lembrar: 25 de maio de 2021, um ano sem o treinador Vadão

Técnico teve morte precoce, vítima de um câncer, mas brilhou em muitos clubes e na Seleção Brasileira Feminina

por Agência Futebol Interior

Campinas, SP, 25 (AFI) – Nesta terça-feira, dia 25 de maio, completa um ano do falecimento de um dos maiores treinadores da história recente do futebol brasileiro: Osvaldo Alvarez, o Vadão, que morreu em São Paulo, vitimado por um câncer no fígado, com apenas 63 anos.

Sepultado em Monte Azul Paulista, sua cidade natal, Vadão foi um ícone do futebol tendo dirigido a Seleção Brasileira Feminina, quando alavancou o prestígio do futebol praticado por mulheres, participando de grandes conquistas.

MEIA DE TALENTO REVELADO PELO GUARANI

Nascido no dia 21 de agosto de 1956, Vadão foi jogador de futebol antes de ser treinador. Meia de habilidade, passou pelas categorias de base do Guarani e jogou em vários clubes do interior paulista como Noroeste, Araçatuba, Grêmio Catanduvense, Botafogo e DERAC de Itapetininga, onde teve seus melhores momentos.

Vadão teve passagem marcante pela seleção feminina
Vadão teve passagem marcante pela seleção feminina

INÍCIO COMO PREPARADOR FÍSICO

Formando em Educação Física, Vadão começou como preparador de treinadores de expressão como Nelsinho Batista, hoje no Japão. Depois debutou como treinador no Mogi Mirim pelas mãos do lendário Wilson Barros, maior presidente da história do clube, no início dos anos 1990.

No Mogi Mirim, revolucionou o futebol com o “carrossel caipira” revelando craques como Rivaldo e deixando a pequena equipe do interior paulista conhecida nacionalmente.

REFERÊNCIA NO GUARANI, PONTE PRETA E EM VÁRIAS EQUIPES

Depois do Mogi Mirim, Vadão passou a trabalhar em várias equipes como Guarani, Araçatuba, XV de Piracicaba, Corinthians, São Paulo (onde lançou Kaká no time principal), Ponte Preta, Athetico Paranaense, Bahia-BA, Vitória-BA, Goiás-GO, Sport-PE e Criciúma-SC, além de ter trabalho no Japão.

Passado um ano de sua morte, a ausência de Vadão continua sendo sentida no cenário do futebol, principalmente em Campinas, onde conseguiu ser referência no Guarani e na Ponte Preta.