Jogadores brasileiros protestam contra Projeto de Lei 2125/2020

Felipe Melo, Hudson, Marcelo Moreno e Fábio foram alguns que se manifestaram publicamente

por Agência Futebol Interior

Campinas, SP, 02 (AFI) - O Projeto de Lei 2125/2020 que será votado nesta terça-feira na Câmara dos Deputados vem sendo alvo de muitas críticas por parte dos jogadores. Muitos deles, inclusive, se manifestaram publicamente.

O instagram do deputado Marcelo Aro (PP-MG), que é o relator do PL, foi "invadido" por jogadores em uma postagem sobre o Projeto de Lei. Ricardo Oliveira, Marcelo Moreno, Fábio, Marcos Rocha, Hudson, D'Alessandro e Felipe Melo foram alguns que deixaram seus comentários.

"Deputado Marcelo Aros. Oq acha de apresentar um projeto que realmente ataque os verdadeiros e recorrentes poblemas do futebol brasileiro???? Que todos nós que estamos no futebol sabemos quais são! Caso esteja disposto a realmente mudar os rumos do NOSSO futebol conte com a gente", postaram os jogadores.

O volante Felipe Melo foi um dos jogadores que se manifestaram (Foto: César Greco/Agência Palmeiras)
O volante Felipe Melo foi um dos jogadores que se manifestaram (Foto: César Greco/Agência Palmeiras)

As mensagens dos atletas foram apagadas por Marcelo Aro. O Portal Futebol Interior tentou contato com o deputado, mas não obteve retorno até a publicação dessa matéria.

O QUE DIZ O PL

Entre algumas medidas no Projeto de Lei, a principal crítica é em relação a redução de 50% na cláusula compensatória em caso de rescisão unilateral para jogadores que ganham mais de R$ 12,2 mil por mês.

Em entrevista ao Portal Futebol Interior, o advogado Thiago Rino, que representa muitos jogadores, lamentou essa mudança proposta no Projeto de Lei. Isso porque, se os atletas quiserem trocar de clube, eles precisariam pagar a multa integral.

"Lamentável no meio de uma crise nacional, sem precedentes, cortar os direitos dos atletas. É uma violação no maior princípio que garante nossa democracia, que é a igualdade. Da forma que está sendo conduzido, é uma quebra de desigualdade", disse Rino.

Se o Projeto de Lei for aprovado pela maioria dos votos na Câmara dos Desputados, ele vai para o Senado Federal. Haverá uma nova votação e, em caso de nova aprovação, restará apenas a sanção do presidente Jair Bolsonaro.