Prefeitura de São Paulo dá 90 dias para times adequarem alojamentos

"Se houver algum risco, vamos determinar o fechamento imediato", afirmou o secretário de Esportes e Lazer Carlos Bezerra Júnior

por Agência Estado

São Paulo, SP, 13 - A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria de Esportes, iniciou nesta quarta-feira uma série de vistorias para avaliar as condições de funcionamento dos centros de treinamento dos clubes que hospedam atletas profissionais e de categorias de base na cidade.

A Prefeitura decidiu suspender imediatamente o funcionamento dos alojamentos que não tenham licença de funcionamento ou que não estejam em conformidade com as normas vigentes de segurança. O prazo de adequação é de 90 dias.

"Se houver algum risco, vamos determinar o fechamento imediato (dos alojamentos). Vamos fazer um trabalho de avaliação conjunta, respeitar prazos legais, mas o que é necessário é que as providências mínimas de segurança sejam tomadas", afirmou o secretário de Esportes e Lazer Carlos Bezerra Júnior em entrevista coletiva na manhã desta quarta-feira.

A reação dos clubes foi imediata. O São Paulo suspendeu o funcionamento do CT da Barra Funda temporariamente e os jogadores foram para o CT de Cotia na noite de terça-feira. O Juventus retirou dois atletas da base que moravam em um alojamento do clube.

O Corinthians confirmou que não tem o laudo de segurança específico do Corpo de Bombeiros para abrigar os adolescentes no imóvel alugado pelo clube, mas prometeu regularizar a situação em dez dias.

CT de Cotia (Foto: SPFC/Divulgação)
CT de Cotia (Foto: SPFC/Divulgação)
Na manhã desta quarta-feira, representantes da Secretaria Municipal de Esportes e Lazer se reuniram com representantes de seis clubes profissionais (São Paulo, Corinthians, Palmeiras, Juventus, Nacional e Portuguesa). O encontro com os times definiu um cronograma de providências a serem tomadas para regularizar a situação dos alojamentos e dormitórios.

A Secretaria de Subprefeituras enviou uma equipe de engenheiros especializados em segurança para vistoriar os centros de treinamento ao longo da semana. O Ministério Público de São Paulo também abriu uma investigação sobre a situação dos alojamentos.

 
 
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